Alergia a esmalte: principais sintomas e tratamento

5 de julho, 2022

A alergia a esmalte de unha é mais comum do que se pensa.

Causada por alguns ingredientes das fórmulas dos produtos, ela é um tipo de dermatite de contato que acontece por causa da resposta do sistema imunológico à presença de alguns químicos apontados como potenciais alergênicos. 

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Segundo Marcelo Schulman, farmacêutico especialista em tecnologia de cosméticos, as principais substâncias encontradas nos esmaltes comuns são:

  • Formaldeído;
  • Tolueno;
  • Dibutilftalato;
  • Resina de formaldeído;
  • Cânfora;
  • Parabenos;
  • Fosfato de trifenilo TPHP;
  • Tosilamida de etilo;
  • Xileno.

“A alergia acontece por causa de resinas e solventes que estão presentes na maioria das fórmulas dos esmaltes. Além disso, outros componentes, como os plastificantes, também podem causar o problema.”

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Sintomas de alergia a esmalte

Normalmente, o primeiro sintoma da alergia ao esmalte é o enfraquecimento das unhas. Portanto, elas acabam ficando quebradiças.

“Mas, além disso, ainda pode ocorrer irritação ou coceira na pele, especialmente em regiões onde ela é mais fina e tem contato com a unha, como rosto, lábios, orelha e pescoço”, explica o profissional.

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“Também podem acontecer inchaço nas pálpebras e ressecamento com descamação nos dedos e ao redor dos olhos. Em alguns casos, ainda podem surgir bolhas de água nos dedos e até mesmo alergias respiratórias por causa da inalação das substâncias químicas.”

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Esmalte escuro provoca mais alergias?

Não. De acordo com Schulman, isso é um mito!

“O esmalte mais escuro só tem mais corante, então sua fórmula é quase a mesma do esmalte claro. Portanto, se um esmalte mais escuro der alergia, é mais provável que seja por causa dos solventes, das resinas e dos plastificantes da composição. Isso, contudo, vale para pessoas que não têm alergia aos corantes presentes no produto.”

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O profissional explica também que, normalmente, as pessoas que têm mais tendência a sofrer de alergia a esmaltes são as que já possuem algum tipo de sensibilidade aos metais. Exemplo disso são aquelas com alergia a brincos de níquel ou prata.

“Outro ponto que merece atenção é fazer a limpeza das unhas com cuidado. Não se deve tirar muito a cutícula, por exemplo, porque a pele fica mais exposta aos componentes dos esmaltes.”  

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Por que é melhor utilizar esmaltes hipoalergênicos?

Para o farmacêutico, todo mundo que tem o costume de pintar as unhas deveria fazer uso destes esmaltes. Isso vale não só para quem tem alergia às substâncias químicas dos esmaltes comuns, mas para as pessoas em geral.

“Sabemos que o mercado de hipoalergênicos ainda está em expansão, portanto usar só [produtos livres de componentes químicos alergênicos ainda é um sonho distante. Mas vale reforçar que, mesmo que uma pessoa não tenha hoje sensibilidade à fórmula dos esmaltes comuns, ela poderá desenvolver esse tipo de alergia com o passar do tempo”, diz.

A principal vantagem destes esmaltes em relação aos demais é que eles costumam ser livres de ingredientes como o tolueno, formaldeíno e DBP. Alguns também não possuem os componentes que costumam causar alergias, por isso são chamados de esmaltes 9 free.

“Estes compostos são substituídos por outros menos ‘agressivos’ à pele, com menor possibilidade de dar alergia”, explica o profissional.

Para que sejam hipoalergênicos, os produtos passam por testes de irritabilidade dérmica primária, secundária, sensibilização e fototoxicidade. A tendência é que os ingredientes sejam veganos e, cada vez mais, de fontes sustentáveis.

“A cosmética hipoalergênica é um grande marco na cosmetologia estética”, finaliza Schulman.

Fonte: Marcelo Schulman, farmacêutico especialista em tecnologia de cosméticos.

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