Vacina bivalente para pessoas com 60 anos: aplicação começa hoje

Saúde
06 de Março, 2023
Vacina bivalente para pessoas com 60 anos: aplicação começa hoje

A partir desta segunda-feira (6), em São Paulo, a vacina bivalente contra a Covid-19 estará disponível para pessoas com 60 anos. Até então, apenas idosos acima de 70 anos, além de outros prioritários, receberam o imunizante.

A vacina bivalente, isto é, que protege contra a cepa original do coronavírus e também contra a variante ômicron, começou a ser aplicada no dia 27 de fevereiro. Até agora, mais de 1,1 milhão de pessoas foram vacinadas, de acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde.

Para realizar a imunização de pessoas acima de 60 anos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) recebeu, na última quarta-feira (1º), 530.776 doses da vacina bivalente. A capital paulista é a que mais aplicou doses até agora.

Leia mais: Vacinas bivalentes contra Covid: como funcionam e protegem da ômicron

Vacina bivalente para pessoas com 60 anos e outros grupos

Por enquanto, apenas os grupos prioritários estão recebendo a vacina bivalente contra a Covid. No caso dos grupos que não são prioritários, a estratégia do Governo Federal prevê, pelo menos por enquanto, a aplicação apenas das vacinas monovalentes.

Desse modo, a recomendação é completar o esquema primário (2 ou 3 doses, dependendo da idade) mais o reforço. O modelo já estava disponibilizado no país com os imunizantes da Pfizer, AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. O objetivo é atingir 90% da população-alvo, isto é, todos com idades entre 6 meses e 59 anos que não se vacinaram ou não completaram o esquema. As vacinas infantis também estão em processo de aquisição.

Agora, para receber o reforço com a bivalente, aqueles que estiverem no grupo prioritário (leia mais abaixo as datas previstas) devem ter completado o ciclo primário com pelo menos duas doses da monovalente. O reforço com a bivalente poderá ser aplicado somente naqueles que receberem a última dose há mais de 4 meses.

Detalhes sobre a vacina bivalente contra Covid

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante da Pfizer se mostrou seguro. Desse modo, os efeitos adversos mais comuns são dor de cabeça, dor muscular, febre, dor no local da vacina, diarreia e fadiga. Alguns estudos observaram um risco um pouco aumentado de miocardite em adolescentes meninos, mas em geral foram casos leves. O risco dessa complicação se mostrou maior para quem contrai a própria doença.

As vacinas de vetor viral, como as da AstraZeneca e da Janssen, estiveram associadas a risco de raríssimos casos de um tipo de trombose, especialmente após a primeira dose e em pessoas mais jovens. Por isso, a Câmara Técnica optou por recomendar o uso dessas vacinas em adultos acima de 40 anos. No entanto, pessoas na faixa dos 18 aos 39 anos podem recebê-las em caso de indisponibilidade. Além disso, elas são contraindicadas para quem teve histórico de trombose após qualquer vacina.

Datas de aplicação

Veja a previsão para a aplicação da vacina bivalente por grupos prioritários (vale confirmar as datas em cada município):

06/3: vacina bivalente para pessoas com 60 anos, além de:

  • Pessoas que vivem em instituições de longa permanência a partir de 12 anos, bem como seus trabalhadores;
  • Pacientes imunocomprometidos com mais de 12 anos. Isto é, aqueles que vivem com HIV, transplantados, portadores de doença renal crônica em hemodiálise, pacientes que passaram por quimio ou radioterapia nos últimos seis meses, portadores de erros inatos da imunidade, entre outros;
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas acima de 12 anos.

20/3

  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto).

17/4

  • Trabalhadores da saúde;
  • Pessoas com deficiência permanente com mais de 12 anos;
  • População privada de liberdade e adolescentes cumprindo medidas socioeducativas;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade.

Veja, abaixo, se o seu esquema vacinal está completo de acordo com a faixa etária:

  • 6 meses a 4 anos: 3 doses da Pfizer;
  • 3 a 4 anos: 3 doses da Pfizer ou 2 doses da Coronavac mais um reforço, preferencialmente da Pfizer;
  • 5 a 11 anos: 2 doses da Pfizer ou 2 da Coronavac, com reforço preferencialmente da Pfizer;
  • 12 a 17 anos: 2 doses da Pfizer ou 2 da Coronavac, com reforço preferencialmente da Pfizer;
  • 18 a 39 anos: 2 doses da Pfizer ou 2 da Coronavac, com reforço preferencialmente da Pfizer;
  • 40 a 59 anos: 2 doses de Pfizer, Coronavac, Astrazeneca, Janssen com 2 doses de reforço, sendo a segunda preferencialmente com Pfizer.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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