A partir desta segunda-feira (6), em São Paulo, a vacina bivalente contra a Covid-19 estará disponível para pessoas com 60 anos. Até então, apenas idosos acima de 70 anos, além de outros prioritários, receberam o imunizante.
A vacina bivalente, isto é, que protege contra a cepa original do coronavírus e também contra a variante ômicron, começou a ser aplicada no dia 27 de fevereiro. Até agora, mais de 1,1 milhão de pessoas foram vacinadas, de acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde.
Para realizar a imunização de pessoas acima de 60 anos, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) recebeu, na última quarta-feira (1º), 530.776 doses da vacina bivalente. A capital paulista é a que mais aplicou doses até agora.
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Por enquanto, apenas os grupos prioritários estão recebendo a vacina bivalente contra a Covid. No caso dos grupos que não são prioritários, a estratégia do Governo Federal prevê, pelo menos por enquanto, a aplicação apenas das vacinas monovalentes.
Desse modo, a recomendação é completar o esquema primário (2 ou 3 doses, dependendo da idade) mais o reforço. O modelo já estava disponibilizado no país com os imunizantes da Pfizer, AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. O objetivo é atingir 90% da população-alvo, isto é, todos com idades entre 6 meses e 59 anos que não se vacinaram ou não completaram o esquema. As vacinas infantis também estão em processo de aquisição.
Agora, para receber o reforço com a bivalente, aqueles que estiverem no grupo prioritário (leia mais abaixo as datas previstas) devem ter completado o ciclo primário com pelo menos duas doses da monovalente. O reforço com a bivalente poderá ser aplicado somente naqueles que receberem a última dose há mais de 4 meses.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante da Pfizer se mostrou seguro. Desse modo, os efeitos adversos mais comuns são dor de cabeça, dor muscular, febre, dor no local da vacina, diarreia e fadiga. Alguns estudos observaram um risco um pouco aumentado de miocardite em adolescentes meninos, mas em geral foram casos leves. O risco dessa complicação se mostrou maior para quem contrai a própria doença.
As vacinas de vetor viral, como as da AstraZeneca e da Janssen, estiveram associadas a risco de raríssimos casos de um tipo de trombose, especialmente após a primeira dose e em pessoas mais jovens. Por isso, a Câmara Técnica optou por recomendar o uso dessas vacinas em adultos acima de 40 anos. No entanto, pessoas na faixa dos 18 aos 39 anos podem recebê-las em caso de indisponibilidade. Além disso, elas são contraindicadas para quem teve histórico de trombose após qualquer vacina.
Veja a previsão para a aplicação da vacina bivalente por grupos prioritários (vale confirmar as datas em cada município):
Veja, abaixo, se o seu esquema vacinal está completo de acordo com a faixa etária: