Treinar de máscara faz mal? Tire suas dúvidas

7 de julho, 2021

Com a flexibilização da quarentena, as academias atualmente estão abertas e disponíveis para os treinos — desde que seus funcionários e usuários sigam as regulamentações do governo. No entanto, diversas pessoas estão com dificuldade para treinar de máscara. 

Apesar de a campanha de vacinação contra a Covid-19 estar acontecendo, ainda há milhares de casos e mortes pelo país. Portanto, é indispensável adotar as medidas de proteção recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS): usar máscaras, evitar lugares muito cheios e ficar a uma distância de 1,5 metro das outras pessoas.

Consequentemente, surge a dúvida: praticar exercícios de máscara faz mal?

Treinar de máscara não faz mal: Entenda

Indo na contramão das muitas especulações sobre o assunto, estudiosos relatam que treinar de máscara não faz mal.

Especialistas explicam que a dificuldade para respirar surge por conta da resistência física provocada pela máscara ao inspirarmos e expirarmos. Assim, à medida que o exercício se torna mais intenso, maior é a necessidade de ter ar dentro do pulmão. Contudo, isso em nada impacta a quantidade de oxigênio que inalamos.

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Por exemplo, se você sair para uma caminhada, provavelmente não sentirá desconforto, pois a atividade é simples o não demanda muita energia. 

Uma pesquisa publicada no Scandinavian Journal of Medicine & Science in Sports analisou o desempenho dos atletas enquanto eles faziam exercícios com máscaras cirúrgicas e respiratórias N95. 

Os cientistas coletaram dados como batimentos cardíacos, pressão arterial, saturação de oxigênio, taxas respiratórias e níveis de dióxido de carbono (CO2) exalados durante o esforço. A partir disso, os resultados mostraram que treinar com a proteção não prejudicou em nada os esportistas.

O indicado é inspirar e expirar profundamente em vez de respirar rapidamente. Dessa maneira, o desconforto acaba sendo muito menor.

Utilize a máscara adequada

Outra questão que facilita o uso das máscaras nos treinos é escolher um modelo mais adequado para a prática de exercícios. Ou seja: aquelas 100% algodão devem ser evitadas, pois esquentam mais e podem gerar restrição ventilatória. 

No quesito segurança, por outro lado, pesquisadores afirmam que as máscaras PFF2 (ou N95) são as mais eficazes contra o vírus. Pois elas possuem alta capacidade de filtragem e, se ajustadas corretamente, não deixam folgas no rosto — pelas quais o vírus pode entrar.

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Sobre o autor

Julia Moraes
Julia Moraes
Estagiária de Jornalismo