Transplante de pâncreas: quando fazer?

26 de julho, 2022

O pâncreas é uma glândula localizada no abdômen, na região atrás do estômago, e é responsável pela produção de insulina e pela absorção de enzimas provenientes da digestão. O órgão está ligado intimamente ao diabetes já que, quando deixa de produzir insulina suficiente, os níveis de açúcar no sangue sobem. De forma geral, controla-se com injeções de insulina. Mas, em alguns casos, como na diabetes tipo 1, muitas vezes a única solução para se livrar da doença é o transplante. Veja a seguir mais sobre a cirurgia de transplante de pâncreas.

Transplante de pâncreas para quem?

Segundo Rodrigo Surjan, médico gastroenterologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, indica-se o procedimento para pessoas com diabetes tipo 1. Cujo pâncreas não consegue controlar a glicemia com insulina e que já apresentam complicações graves. Como insuficiência renal. “Normalmente, são pacientes que se encontram em estado mais grave”, explica.

A boa notícia é que o transplante cura a diabetes. “Isso acontece porque há a substituição de um órgão que não cumpre uma determinada função por outro, perfeitamente saudável”, diz Rodrigo. Mas, é importante saber que um transplante de pâncreas é quase sempre feito junto do transplante de rim. Isso porque, na maioria dos casos em que o pâncreas já não consegue mais produzir insulina, também há insuficiência renal. 

Leia também: Resistência à insulina é pior em adolescentes? Especialista explica

Como ele é feito?

O transplante requer uma incisão no abdômen e anestesia geral. Desta forma, o novo órgão é colocado sem que seja preciso retirar o órgão “antigo”. De acordo com o médico, o procedimento pode levar de três a seis horas. Assim, o paciente permanece hospitalizado por mais ou menos de uma a duas semanas e a recuperação pós-cirúrgica total costuma levar cerca de dois meses. Além disso, neste período, o paciente segue em acompanhamento médico. Ou seja, fazendo exames para se certificar de que não houve rejeição e nenhum efeito colateral grave. 

Mas, de maneira geral, o grau de risco desta cirurgia é baixo. “O transplante de pâncreas é uma cirurgia de alta complexidade. Mas, ela costuma ser muito bem-sucedida. Casos de rejeição não são comuns”, comenta o médico. Por fim, depois do transplante, o paciente pode levar uma vida normal, porém adotando hábitos sadios, como praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável. 

Fonte: Rodrigo Surjan, médico gastroenterologista do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.