Já pensou contrair um fungo que te transforma em zumbi e pode acabar com a extinção do planeta? Esse debate está em alta após o lançamento de “The Last of Us”. Isso porque a série retrata um fungo que existe no Brasil.
O Ophiocordyceps unilateralis, também chamado de fungo zumbi, foi descoberto em 1859, pelo naturalista britânico Alfred Russel Wallace. O nome não é à toa, já que ele consegue controlar os hospedeiros.
Ao contrário da série, até então, este fungo é capaz de “zumbificar” apenas insetos e outros artrópodes – especialmente as formigas. De acordo com um estudo feito em 2017 pela Universidade de Washington, o parasita não atinge o cérebro, mas age nos músculos das vítimas.

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Ao saber da existência do Ophiocordyceps, algumas pessoas podem se preocupar de imediato, acreditando que pode haver um apocalipse zumbi. Mas não é bem assim.
O fungo só seria capaz de infectar seres humanos se sobrevivesse a temperaturas maiores que 35ºC. Por isso, ele prefere animais ectotérmicos (como as formigas), que não se aquecem.
Em The Last of Us as mordidas são o único método de transmissão do fungo. Por outro lado, na vida real ocorre de forma diferente. O parasita espalha esporos pelo chão das florestas e penetra o exoesqueleto da formiga que toca neles. A partir disso, o parasita começa a controlá-la e ela para de seguir outras formigas, de se alimentar, e tem convulsões.
O inseto morre em poucas horas e o parasita começa a crescer no corpo sem vida. Em seguida, o fungo estoura e é liberado no ambiente, criando uma espécie de haste que lançará novos esporos para atingir outros insetos.
Por fim, cientistas afirmam que nada é impossível. Mudanças climáticas podem fazer com que o fungo evolua e se torne um patógeno humano. Mas é muito improvável que eles “possuam” os seres humanos da mesma maneira que os insetos. Ou seja, não é algo para se preocupar atualmente.
Referências: Elle; Vulture e Correio Braziliense