Além de ser uma condição incômoda e com possibilidade de sequelas variadas, parece que os cientistas descobriram novos riscos do herpes zoster.
Indivíduos com o histórico da infecção podem ter 30% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares. Por exemplo, um infarto ou um acidente vascular cerebral (AVC).
É o que sugere um estudo inédito de longo prazo, publicado no no Journal of the American Heart Association. Ao todo, foram 16 anos de avaliação de mais de 200 mil participantes.
Embora o achado aponte a relação entre o vírus e as enfermidades, não significa que todas as pessoas que tiveram herpes zoster terão tais complicações. Ou seja, não pode ser considerado um fator de risco.
Contudo, a presença do vírus pode indicar os pacientes mais suscetíveis a eventos cardiovasculares.
Por isso, em caso um episódio de herpes zoster, o médico pode solicitar exames de acompanhamento para avaliar a evolução ou desenvolvimento de problemas cardíacos ou vasculares.
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O herpes zoster, também conhecido como “cobreiro” é causado pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zoster. Assim, uma vez adquirida a catapora, após a cura da doença, o vírus pode permanecer adormecido no corpo por toda a vida.
Nosso sistema imune naturalmente enfraquece conforme envelhecemos, o que pode permitir a reativação do vírus da catapora, causando o herpes zoster.
O herpes zoster é uma doença que pode ter complicações graves e prolongadas, sendo a neuralgia pós-herpética a complicação mais comum. Afetando até 30% dos pacientes, a neuralgia pós-herpética é capaz de causar dor que pode persistir por anos.
A manifestação oftálmica do herpes zoster pode afetar até 25% dos pacientes que sofreram um quadro anterior, podendo levar, em casos raros, à perda da visão.
Outras complicações são:
Com o diagnóstico clínico da doença, o médico pode recomendar medicamentos antivirais para combater o avanço do vírus, assim como prescrever medicações para aliviar os sintomas.
A terapia pode variar de acordo com a gravidade da infecção, e pode envolver o uso de analgésicos para amenizar as dores das lesões. Aliados ao tratamento, os cuidados em casa são essenciais para a melhoria do quadro. São eles:
Felizmente, existe uma vacina específica contra o vírus. Entretanto, nem todas as pessoas podem recebê-la. Portanto, consulte seu médico para checar se você se enquadra nos critérios de imunização.