Remédio para endometriose: novidade diminui as dores da doença

Saúde
01 de Novembro, 2022
Remédio para endometriose: novidade diminui as dores da doença

A endometriose é uma doença feminina bastante comum — estima-se que 1 a cada 10 mulheres sofrem com a condição, segundo o Ministério da Saúde. Muitas ficam debilitadas pelas dores intensas, o que as impede de sair, trabalhar e estudar, por exemplo. Mas um novo remédio para endometriose pode ajudar a aliviar os desconfortos e devolver a qualidade de vida. Sobretudo durante a menstruação, quando o incômodo é persistente.

Veja também: Afinal, quando a dor da cólica deixa de ser normal?

Chamado Relugolix, o medicamento já foi aprovado nos Estados Unidos, mas será utilizado apenas em casos graves da endometriose. A princípio, não há informações sobre a chegada da novidade no Brasil.

Quanto à eficácia, um estudo publicado no The Lancet testou o remédio para endometriose em 638 voluntárias. Metade delas recebeu o fármaco, enquanto a outra somente placebo. Como resultado, a redução das dores foi “significativa”.

“A administração diária do Relugolix melhorou significativamente a dor associada à endometriose e foi bem tolerada. Nesse sentido, a terapia oral tem o potencial de atender à demanda clínica de tratamento médico de longo prazo para a enfermidade. Assim, a necessidade de uso de opioides ou tratamento cirúrgico repetido torna-se menor”, afirma um trecho do artigo.

Como funciona o remédio para endometriose?

Em síntese, o medicamento de uso diário atua na inibição do hormônio estrogênio, responsável por estimular os ovários e o endométrio.

Ou seja, com a ação do fármaco, a mulher produz menos endométrio, cujas camadas se afinam. Dessa forma, ocorre a redução do processo inflamatório, assim como as dores. Contudo, vale dizer que o medicamento não substitui um tratamento cirúrgico, que é a forma mais eficaz de combater a endometriose.

Como saber se tenho endometriose?

Se você sente muitas cólicas fortes, a ponto de não conseguir tocar a vida enquanto está menstruada, pode ser um sinal de endometriose. Seja como for, o diagnóstico precisa ser feito por um ginecologista, que analisa seu histórico e pede exames de imagem para confirmar o quadro. Desse modo, a ultrassonografia pode verificar se a endometriose afeta outros órgãos — por exemplo, os intestinos.

Portanto, dependendo do caso, o médico pode sugerir o tratamento com terapia hormonal para agir no alívio das dores. Entretanto, se o problema persistir, a cirurgia de remoção dos tecidos torna-se uma opção.

Às vezes, algumas mulheres podem voltar a enfrentar a condição mesmo com o procedimento. Então, é importante manter o acompanhamento médico logo após a cirurgia.

Além disso, é fundamental mudar alguns hábitos, como seguir uma alimentação mais equilibrada e praticar exercícios físicos. Afinal, o estilo de vida colabora para o alívio ou agravamento da doença.

Sobre o autor

Amanda Preto
Jornalista especializada em saúde, bem-estar, movimento e professora de yoga há 10 anos.

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