A progeria, também conhecida por síndrome de Hutchinson-Gilford, é uma condição genética raríssima que afeta 1 a cada 4 milhões de nascidos vivos no mundo. Sua principal característica é o envelhecimento extremamente precoce, percebido no nascimento do bebê ou na primeira infância. Por exemplo, uma criança de 10 anos pode parecer que possui 70 anos, pois as células sofrem um estresse oxidativo sete vezes além do normal.
Veja também: Afinal, para que serve o teste do pezinho?
De acordo com a Progeria Research Foundation, a progeria ocorre pela mutação do gene LMNA, que produz a proteína Lamin A, que atua no formato do núcleo das células. Devido à anomalia do LMNA, essa proteína sofre mutações e provoca alterações no núcleo, que fica instável. Como resultado, ativa-se o processo de envelhecimento veloz. No entanto, essa alteração genética não provém da hereditariedade. Ou seja, nenhum dos pais possui um fator que predispõe a malformação genética do filho, que ocorre espontaneamente.
Além da aparência envelhecida, a criança portadora da síndrome de Hutchinson-Gilford pode ter:
O surgimento dessas características depende muito de cada caso. Existem indivíduos que nascem com os sinais mais evidentes, enquanto outros apresentam a condição após o primeiro ano de vida. Em geral, os bebês com essa síndrome nascem prematuros e com estatura e peso reduzidos.
A princípio, não há uma conduta específica para a descoberta da condição. O médico pediatra verifica o estado de saúde da criança e os sintomas compatíveis com a progeria. Para confirmar o diagnóstico, é possível submeter a criança a um teste genético para identificar a mutação específica do gene LMNA. Em paralelo, o profissional solicita exames cardíacos e de sangue para detectar a presença de doenças cardiovasculares, que são típicas da síndrome.
Como se trata de uma mutação genética, não há formas de revertê-la. Infelizmente, a maioria não sobrevive depois dos 13 anos. São raros os portadores que ultrapassam essa faixa, pois a tendência é que o sistema cardiovascular entre em colapso. Mas algumas linhas de cuidado ajudam a melhorar a expectativa de vida da criança com progeria. Veja algumas:
Por ser uma síndrome rara, muitas vezes os pais ou responsáveis de crianças enfrentam pouco acesso à informação. Veja dicas para melhorar o dia a dia:
O primeiro contato pode ser feito com um pediatra ou neonatologista, dependendo do caso. Para firmar o diagnóstico, um médico geneticista é capaz de dar o suporte com orientações mais detalhadas. Ao longo da vida do portador, somam cardiologistas, fisioterapeutas e psicólogos.
Referências: Mayo Clinic; Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); National Library of Medicine (EUA); e Progeria Research Foundation.