Parar de fumar é um objetivo que muita gente tem, mas pode não ser tão fácil de conseguir. Isso porque a nicotina, substância encontrada em derivados do tabaco (como cigarro, charuto, cachimbo e narguilé), causa dependência.
Quando inalada, ela provoca alterações no nosso sistema nervoso central, modificando o estado emocional e liberando diversos neurotransmissores que geram uma sensação passageira de prazer. Desse modo, com o tempo, o corpo vai ficando cada vez mais tolerante a ela, e começa a precisar de mais cigarros para atingir o mesmo sentimento de bem-estar.
Por esses motivos, parar de fumar pode não ser uma meta tão fácil de ser atingida. Contudo, adotar alguns hábitos ajuda a deixar o processo mais tranquilo. Confira a seguir:
A médica nutróloga e ortomolecular Fernanda Cortez explica que o tabagismo causa diversas doenças, especialmente aquelas ligadas ao coração e à circulação. “Além de cânceres e diferentes tipos de problemas respiratórios”, ela complementa.
No nosso sistema digestivo, a fumaça irrita as paredes do estômago, levando o paciente a sentir náuseas. Uma parte das substâncias tóxicas também é metabolizada no estômago, o que aumenta as chances de gastrite e úlcera.
Já no que diz respeito à pele, o cigarro potencializa a produção de radicais livres, que são moléculas instáveis que agridem região, aceleram o seu envelhecimento e atrapalham o seu funcionamento natural. Uma possível explicação é que “o hábito dificulta a microcirculação periférica (irrigação superficial de sangue na pele), diminuindo o aporte de oxigênio e nutrientes para a cútis”, diz a médica Fernanda Nichelle, da clínica MAC (Medicine Aesthetic Clinic).
A nicotina acelera o metabolismo. Portanto, parar de fumar pode, sim, desestimular a queima calórica pelo organismo. Mas também pode haver um aumento da ingestão de alimentos provocado pela ansiedade. “Ex-fumantes melhoram o olfato e o paladar. E normalmente o vício causa a necessidade do hábito — ter algo para fazer com a boca e com as mãos”, afirma a nutróloga.
Por isso, a especialista explica que não é incomum a pessoa descontar na comida. “Outros fatores emocionais contribuem para o aumento do peso, como insônia.”
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E por mais que a vontade de consumir certos tipos de alimentos (ricos em gorduras e açúcares, por exemplo) apareça, manter uma dieta equilibrada é um dos pilares que te ajudam no processo de largar o vício.
Além de nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do corpo, os ingredientes naturais e saudáveis auxiliam o metabolismo no retorno à normalidade. “Normalmente, o tabaco deixa os fumantes sem apetite, por isso eles não possuem uma rotina alimentar. A dica é ter horários fixos para as refeições”, aconselha Fernanda Cortez.
Ingira, então, vegetais ricos em vitamina C e minerais como brócolis, agrião e couve. Nos lanches, opte por frutas frescas ou varie com iogurtes. Alimentos com triptofano como leite, iogurte, cacau em pó e banana são precursores de serotonina, que causa bem-estar e ajuda a diminuir a ansiedade.
Para a pele, Fernanda Nichelle diz que a recomendação geral é que o ex-fumante inicie tratamentos para tentar recuperar os danos. “Lasers, peelings e estímulos de colágeno são alguns exemplos”. Além disso, não esqueça do uso diário de filtro solar e da hidratação externa (cremes) e da interna (água).
A clínica oncológica e nutricionista da Ana Saúde, Micheline Pires, complementa com mais dicas: