Ômicron XQ: Brasil registra primeiros casos da nova variante da Covid-19

Saúde
06 de Maio, 2022
Ômicron XQ: Brasil registra primeiros casos da nova variante da Covid-19

O Brasil registrou os dois primeiros casos de Covid-19 provocados pela variante Ômicron XQ. A nova cepa é uma combinação das sublinhagens BA.1.1 e BA.2 da ômicron. Os casos aconteceram na cidade de São Paulo e foram sequenciados pelo Instituto Butantan. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde. “Um balanço da vigilância aponta mais de 10 mil casos da variante ômicron e suas sublinhagens”, disse o órgão.

O sequenciamento genético foi feito pelo Instituto Butantan, mas informações sobre o estado de saúde dos pacientes não foram divulgadas. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orientou que a população continue obedecendo medidas sanitárias, como a higienização das mãos, distanciamento social e que as pessoas completem o esquema vacinal contra a covid-19.

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Variante Ômicron XQ já foi identificada em outros países

De acordo com o sistema internacional de classificação e registro de novas linhagens, conhecido como Pango, 49 casos de variantes recombinantes do tipo já tinham sido registrados na Inglaterra e no País de Gales.

Uma recombinação ocorre quando um indivíduo é infectado com duas ou mais variantes ao mesmo tempo, resultando em uma mistura de seu material genético dentro do corpo do paciente.

Em boletim epidemiológico, a Organização Mundial da Saúde afirmou que o SARS-CoV-2 continua a evoluir. Por isso, com o alto nível de transmissibilidade em todo o mundo, é provável que outras cepas, incluindo recombinantes, continuem a surgir. Segundo o órgão internacional, a recombinação é normal entre os coronavírus e mutações são esperadas.

Ômicron XE

A princípio, o Ministério da Saúde confirmou em abril o primeiro caso de outra recombinante da ômicron, a XE, uma mistura da BA.1 e BA.2. De lá pra cá, segundo dados do Ministério da Saúde, mais três casos da XE foram confirmados.

À época, embora apontada em estudos iniciais como cerca de 10% mais transmissível que a BA.2, a OMS disse que aguardava novas pesquisas sobre o assunto. No mesmo mês, a organização também havia dito que continuaria a monitorar os riscos associados às variantes recombinantes e que forneceria atualizações à medida que mais evidências científicas estivessem disponíveis.

A OMS informa que atua com redes internacionais de especialistas para monitorar as mudanças no vírus. Assim, se forem identificadas variações significativas, é possível informar países e o público sobre quaisquer mudanças necessárias para responder à variante e impedir sua propagação.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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