À medida que envelhecemos, é natural que os níveis hormonais flutuem, muitas vezes resultando em sintomas incômodos e impactos na qualidade de vida. É nesse contexto que a reposição hormonal entra como uma estratégia para restabelecer os níveis hormonais e, por consequência, aliviar os sintomas e potencialmente melhorar o bem-estar. Para entender mais sobre o tema, confira a seguir os mitos e verdades sobre reposição hormonal.
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Mito. Na verdade, de acordo com a Dra. Maria Carolina, a reposição ajuda a melhorar a composição corporal, uma vez que acelera o metabolismo. Quando há diminuição dos hormônios na menopausa, o acúmulo de gordura abdominal é uma tentativa do nosso corpo de manter a produção do estrogênio.
“Quando os hormônios são equilibrados, ajudamos o paciente a manter o formato do corpo da melhor forma possível. Além disso, ajuda na perda de peso” complementa.
Mito. Nem todas as mulheres podem se submeter ao tratamento de reposição. Há algumas doenças que impedem a suplementação, como pacientes em tratamento efetivo do câncer de mama, endométrio, doença coronariana ou cardiovasculares, lúpus e trombose.
Por isso, antes mesmo de iniciar a reposição, é necessário passar por uma avaliação médica criteriosa.
Mito. Antigamente se acreditava que quanto maior fosse a reposição hormonal, com estrogênio em doses bem altas, por exemplo, a resposta seria melhor. No entanto, hoje em dia sabemos que isso não é verdade.
“Fazemos a reposição em baixíssimas doses (micro doses de acordo com o peso corporal), e de acordo com o estilo de vida da paciente com resultados bem satisfatórios”, afirma a médica.
Mito. Não é o tratamento mais indicado. Primeiro por conta da metabolização hepática – o fígado tem que ser preservado. O único hormônio que podemos fazer via oral é a progesterona porque tem uma resposta muito boa. A melhor via de administração é a transdérmica ou subcutânea.
Mito. Toda vez que pensamos em reposição hormonal pensamos em equilíbrio. Normalmente na menopausa avaliamos a necessidade de reposição do estrogênio e da progesterona (que devem caminhar juntas para não provocar efeitos colaterais), além da testosterona.
Mito. A avaliação deve ser minuciosa acerca de todos os hormônios do organismo como os da tireóide, cortisol, insulina, serotonina, prolactina, etc. Muitas vezes temos que preparar as pacientes com suplementação.
Verdade. Sim, ela é capaz de melhorar o aspecto da pele. Ela ativa a síntese de colágeno, mantém a lubrificação, e a pele fica mais viçosa, com brilho. Pode atenuar até o surgimento de pequenas rugas.
Verdade. A reposição hormonal pode contribuir com o tratamento da osteoporose. Isso acontece porque a deficiência de hormônios sexuais, como estrogênio em mulheres e testosterona em homens, pode contribuir para a perda de massa óssea. Portanto, em alguns casos, a terapia de reposição hormonal pode ser recomendada para ajudar a preservar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas.
Assim como em outros tratamentos, a terapia hormonal não está isenta de riscos e contraindicações. Por isso, é essencial estar ciente dos pontos de atenção associados a esse tratamento.
Um dos riscos mais discutidos em relação à terapia hormonal é o risco de câncer de mama. Análises mostram que o risco é aumentado principalmente em mulheres que utilizam hormônios combinados, ou seja, estrógenos e progestógenos. Por outro lado, aquelas que não têm útero e usam estrógenos isoladamente parecem ter um risco menor de desenvolver câncer de mama.
Além disso, é importante mencionar que existem contraindicações para a terapia hormonal. Mulheres com histórico de trombose, cânceres hormônio-dependentes, como câncer de mama e câncer de endométrio, e doenças cardiovasculares prévias, como infarto e AVC, geralmente não são candidatas adequadas para esse tipo de tratamento.
Por isso, se você pretende iniciar a terapia hormonal, procure ajuda médica para receber orientação especializada para o seu caso.
Fonte: Maria Carolina Dalboni L. Amaral, médica ginecologista e obstetra.