Ficou focada na rotina e quando se deu conta, viu que o leite estava empedrado? Essa é uma situação muito comum e que faz parte dos desafios da amamentação. O leite empedrado, ou ingurgitamento mamário, acontece quando existe mais leite do que devia nas mamas, o que causa o endurecimento do líquido, inchaço e dores. Se você já passou pelo empedramento e quer evitar que se repita, continue lendo e saiba como!
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Essa é uma das soluções mais comuns para diminuir as dores nos seios. A temperatura mais fria ajuda a manter a baixa produção do leite, evitando o empedramento. Vale ressaltar que o banho quente atua como um grande estimulador da produção de leite, por isso, tenha cuidado com as altas temperaturas, se não pretender amamentar o bebê em seguida.
Os movimentos circulares em ambos os seios podem ser feitos antes e depois do bebê começar a mamar. Eles ajudam a evitar ou aliviar o empedramento. Mas lembre-se de fazer a massagem com calma e paciência, permitindo que o seio corresponda gradualmente aos estímulos.
Percebeu que a produção de leite está maior do que o seu bebê pode consumir? Então agora é o momento de extrair um pouco do líquido para evitar o endurecimento das mamas. Isso pode ser feito manualmente ou com ajuda de uma bomba de leite, manual ou elétrica.
Mas talvez essa seja a hora de fazer uma doação para bancos de leites e ajudar crianças prematuras ou abaixo do peso, internados em UTIs neonatais.
Segundo o Ministério da Saúde, para doar leite materno, basta ser saudável e não tomar medicamentos que interfiram na amamentação. Qualquer quantidade de leite pode ajudar os bebês internados, que, a depender de seu peso e condições clínicas, podem precisar de apenas 1ml a cada refeição. Além disso, o leite materno doado passa por um processo rigoroso que envolve análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído. Clique aqui e saiba mais.
A amamentação em ambos os seios, alternando a cada mamada, ajuda a garantir que ambos os seios sejam estimulados regularmente. Assim, isso ajuda a manter a produção de leite consistente e evita o acúmulo excessivo de leite em um seio específico.
Essa prática consiste em deixar o bebê no comando da alimentação, ou seja, quando, como e onde ele quiser, terá o leite materno à disposição. Ou seja, amamentar dessa forma envolve horários noturnos, ambientes públicos e até mesmo pausas maiores para a amamentação, já que o bebê é que escolhe a hora de parar.
O estilo de amamentação, indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), proporciona o correto esvaziamento dos seios, além de ajudar o bebê a gerenciar a ingestão dos alimentos de acordo com a fome que sente. Habilidade essa que o ajuda a evitar os riscos de obesidade infantil anos depois.
O desmame do bebê abrupto costuma ser um dos principais motivos para empedramento do leite materno. O ideal, no entanto, é conduzir a fase de desmame de forma tranquila, fortalecendo o estímulo da criança e diminuição gradual do leite materno, com a ausência de estímulos de sucção do bebê.
Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, o desmame brusco não é recomendável, pois pode gerar um sentimento de rejeição e insegurança na criança.

Lembre-se, em alguns casos o leite empedrado pode indicar mastite puerperal, muito comum na primeira gestação. O quadro consiste em um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama. Assim, ela pode ter origem apenas inflamatória ou pode haver infecção bacteriana associada. Contudo, o quadro deve ser tratado o quanto antes com acompanhamento médico.
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De forma geral, o endurecimento das mamas pode ter diversas causas, como a pega incorreta do bebê ao seio da mãe ou a baixa capacidade de sucção. Essas situações, no entanto, podem ser ajustadas já que a mãe pode conduzir o bebê na “pega correta”, com apoio de especialistas em amamentação, se precisar. Além disso, a falta de estímulo de um dos seios ou longos períodos sem amamentar são fatores que também contribuem com o empedramento.
Vale lembrar que o excesso de leite, para além do que o bebê pode consumir, pode ser causado por questões hormonais ou uso de suplementos. Por isso, é fundamental contar com acompanhamento médico nessa fase.
Referências:
Sociedade Brasileira de Pediatria;

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