Homeopatia: Entenda o que é e como funciona essa terapia alternativa

16 de setembro, 2019

A homeopatia é uma terapia alternativa que atua com o objetivo de estimular o sistema imunológico e reequilibrar a energia vital dos pacientes. Criada por um médico alemão, ela pode melhorar não só a doença em si, mas também os aspectos físico, mental, emocional e espiritual.

Enquanto a alopatia (medicina tradicional) neutraliza os sinais das doenças e age isoladamente sobre elas, a homeopatia estimula o organismo a combatê-la e entende o indivíduo como um todo. O especialista analisa não só a doença, mas busca conhecer toda a história de vida do paciente, seus hábitos alimentares, de atividade física, sono, funcionamento de seu intestino e de sua bexiga, maneiras de reagir a estímulos climáticos, ambientais, emocionais, etc.

É por isso que uma consulta com um homeopata pode ser extensa — ele fará muitas perguntas com a finalidade de entender melhor o paciente e, por meio dos remédios, trazer equilíbrio para o organismo.

Dessa forma, também dá para dizer que a homeopatia é um método preventivo, já que um corpo equilibrado é menos suscetível à doenças. É recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como prática de medicina complementar e, no Brasil,  foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980.

Além disso, faz parte dos tratamentos oferecidos pela rede pública de saúde (SUS – Sistema Único de Saúde) desde 2006. Fazem parte do programa mais de 2 mil remédios, extraídos de substâncias vegetais, animais e minerais. Não causam efeitos secundários, nem agridem o organismo, porém sempre devem ser prescritos por um médico homeopata.

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O pai da homeopatia

Samuel Hahnemann nasceu em 1755 e se formou em Medicina pela Universidade de Leipzig, na Alemanha. Porém, decepcionou-se com os métodos de cura que existiam na época e deu início aos primeiros experimentos daquilo que mais tarde seria conhecido como a homeopatia. Ele também se baseou em uma frase famosa de Hipócrates (considerado o “pai” da medicina), que diz: “Aquilo que provoca a doença onde ela não existe também pode curar a doença onde ela existe”.

Como funciona

São quatro os pilares sobre os quais a homeopatia se baseia:

Lei dos semelhantes

É o pilar mais importante e se baseia na ideia de que as mesmas substâncias capazes de desenvolver sintomas e doenças em pessoas saudáveis também têm o poder de curá-las nos indivíduos doentes. É a mesma lógica de usar o veneno da cobra para curar alguém que foi picado pelo animal. Hahnemann não criou essa lei, porém sistematizou-a e estabeleceu um método para sua utilização.

Experimentação

Hahnemann acreditava que qualquer tratamento homeopático deveria ser experimentado em pessoas saudáveis primeiro, para só depois serem usados em pessoas doentes, caso os estudos se mostrassem eficientes. Outra particularidade é que tais experimentos jamais poderiam ser feitos em animais, já que era impossível que relatassem efeitos colaterais e sintomas.

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Doses mínimas

Os remédios homeopáticos são produzidos a partir da diluição extrema em água das substâncias que causam doenças. Além da diluição, a fabricação desse tipo de medicamente também inclui a agitação dessa água com a substância diluída. Ao processo, Hahnemann deu o nome de dinamização. Chama-se potência o número de vezes que o remédio foi dinamizado — e quanto mais vezes, mais potente se torna.

Remédio único

Na homeopatia tradicional, ou unicista, o médico indica apenas um medicamento por vez, bastante concentrado, dando preferência para aquele que trate o maior número de sintomas relatados pelo paciente. Ao longo das consultas, esse remédio pode mudar, uma vez que o conhecimento do médico sobre o paciente vai aumentando.

No entanto, isso não é unanimidade entre os homeopatas. Há aqueles que receitam mais de um medicamento por vez, fazendo uma combinação. São os que seguem a linha pluralista da homeopatia. Neste caso, os medicamentos são menos concentrados.

Em que casos pode ser usada?

A homeopatia pode ser usada especialmente no tratamento de alergias, bronquite, rinite, amigdalite, sinusite, infecções de ouvido, doenças ginecológicas, dermatológicas, gripes, infecções virais e bacterianas, além de atenuar os sintomas da tensão pré-menstrual. Também pode ser aplicada para combater a depressão, ansiedade e insônia.

Para alguns quadros graves, como câncer, a terapia funciona como tratamento complementar, melhorando as reações adversas da quimioterapia e radioterapia, por exemplo. Também costuma ser usada nas “crises” mais comuns da vida — entrada na puberdade, envelhecimento, menopausa, etc. Vale saber que alopatia e homeopatia podem ser usadas em conjunto — desde que, claro, todos os medicamentos sejam prescritos por um médico.

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Quem pode usar?

A homeopatia pode beneficiar a saúde de todos — de bebês a idosos. Crianças, inclusive, demonstram bastante aderência e resposta aos tratamentos. Para os pequenos, em geral prescrevem-se glóbulos à base de sacarose ou tabletes feitos de lactose. Docinhos, são muito bem aceitos por essa faixa etária. Gotas de solução hidroalcoólica são uma boa opção para idosos com dificuldade de ingerir comprimidos, além de pessoas com diabetes (que não podem consumir sacarose) e pacientes com intolerância à lactose.

A consulta com um médico homeopata costuma ser extensa, já que o profissional faz muitas perguntas ao paciente para saber mais sobre a vida pessoal de cada um e indicar o tratamento mais adequado.

Alguns cuidados

  • Nunca utilize medicação homeopática sem orientação médica e nem repita remédios que já tomou anteriormente. A substância que antes causou bem-estar também pode atrapalhar o tratamento atual, se for utilizada antes que esteja esgotada sua ação no organismo.
  • Jamais utilize medicamentos indicados por outras pessoas. Cada organismo é único e o tratamento homeopático respeita essa individualidade.
  • Ao comprar um medicamento homeopático, procure outra farmácia caso sugiram substituí-lo por outro. 
  • Durante o tratamento com homeopatia, não use produtos à base de cânfora, xampus anticaspa, desodorantes antitranspirantes e pomadas que tenham em sua fórmula antibióticos ou cortisona.
  • Evite qualquer tipo de estimulante (café, chá-mate em excesso, bebidas alcoólicas, tóxicos, etc.) durante o tratamento das doenças crônicas .
  • Não suspenda o medicamento alopático de forma brusca sem antes consultar seu médico homeopata.

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