Hipertensão infantojuvenil: Dicas para evitar o problema

27 de outubro, 2021

Apesar de ser mais comum em adultos, a hipertensão arterial — também conhecida como pressão alta — vem atingindo cada vez mais jovens e adolescentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hipertensão infantojuvenil afeta cerca de 17% das crianças brasileiras. 

Assim, o diagnóstico e a intervenção precoce são extremamente importantes para evitar maiores prejuízos durante a vida adulta. 

“O aumento da pressão arterial em crianças e adolescentes vem se multiplicando muito, e isso pode trazer consequências graves para toda a vida. Por isso, essa patologia, especialmente em jovens, exige conhecimento e diagnóstico correto para tratamento adequado. Na maioria das vezes, a identificação pode ser feita por meio de medidas de pressão arterial feitas por um profissional de saúde”, explica o Dr. Pedro Júnior, cardiologista do HCSG.

Segundo o especialista, a hipertensão infantil pode ocorrer por várias causas. “Geralmente ela está relacionada à obesidade infantil e ao sedentarismo”, alerta.

Sintomas e diagnóstico da hipertensão infantojuvenil

A hipertensão infantojuvenil, no geral, pode demorar anos para apresentar alguns sintomas. Dessa maneira, pode até mesmo ser diagnosticada apenas quando a pessoa já é adulta. “Dores de cabeça e no pescoço são as principais queixas. Após o diagnóstico, os primeiros cuidados são importantíssimos e envolvem basicamente mudança no estilo de vida. Trocar guloseimas por frutas e vídeo game por esportes são fundamentais. Por exemplo: a criança pode tentar ir caminhando para a escola e levar alimentos saudáveis para comer durante o intervalo”, enfatiza o médico.

Dicas para ter um coração saudável

Para evitar problemas cardíacos e manter o coração saudável, é fundamental adquirir alguns hábitos. Portanto, veja as dicas do Dr. Pedro:

  • Praticar exercícios físicos com regularidade;
  • Manter uma alimentação equilibrada (com frutas, verduras, legumes) e evitar o excesso de sal, açúcar, frituras e gorduras saturadas;
  • Por fim, manter o controle do colesterol, do diabetes e da pressão arterial;

A prática de atividades físicas e uma dieta balanceada são essenciais para combater a hipertensão e devem envolver toda a família. “Se os pais comem mal e não fazem exercícios físicos, as crianças serão estimuladas ao mesmo comportamento, agravando o problema. Em casos mais complicados ou quando associado a outras doenças, os remédios são necessários e, por isso, o acompanhamento médico é primordial”, esclarece.

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“Vale lembrar que, em todos os casos, a hipertensão infantil pode ser controlada, e a criança pode ter uma vida normal como qualquer outra. O acompanhamento médico e o apoio familiar são os fatores mais importantes para que isso aconteça”, finaliza Dr Pedro.

Fonte: Dr. Pedro Júnior, cardiologista do HCSG.

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Julia Moraes
Julia Moraes
Repórter