Hidradenite supurativa: Saiba mais sobre a condição também conhecida como “acne inversa”

30 de novembro, 2021

Questões de pele são sempre complexas porque geram uma série de inseguranças e efeitos na autoestima. No entanto, isso não significa que não precisam ser investigadas e tratadas, não é mesmo? É o caso da hidradenite supurativa, uma condição comumente confundida com a acne.

De acordo com a dermatologista Cristiane Simões, a hidradenite supurativa consiste em uma doença crônica e de difícil manejo. “Por vezes, causa extrema frustração nos pacientes que são acometidos por ela devido à recorrência das lesões. E também nos médicos, que frequentemente precisam trocar de terapêutica ao longo do seguimento clínico”, diz.

Também chamada de acne inversa, essa condição ainda gera controvérsias na comunidade médica, já que suas causas não são totalmente conhecidas. Acredita-se que sua origem é a inflamação ou a infecção das glândulas sudoríparas. Além disso, já existem estudos que apontam os folículos pilosos como sendo a fonte do processo inicial.

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Quais os sintomas da hidradenite supurativa?

Segundo a médica, o principal sintoma dessa condição são as lesões acneiformes e dolorosas que se formam sob a pele, que podem alcançar vários tamanhos e secretarem uma substância purulenta. “Sua ocorrência é mais comum em áreas como axilas, nádegas, região glútea e virilha, podendo manifestar-se em outros locais”, explica.

Para facilitar o entendimento, essas lesões são como “caroços” que surgem sob a pele. Desse modo, eles podem ter o tamanho de uma ervilha, em versões mais brandas, ou de uma bola de gude, nas mais graves. Podem ser dolorosos e, como explicado acima, aparecem em locais onde há contato pele a pele.

O tratamento é sempre proporcional à gravidade do quadro e se adequa aos diferentes casos. No entanto, Cristiane explica que, em linhas gerais, os cuidados incluem higienização da área afetada, perda de peso, cessação do tabagismo e substituição de roupas apertadas ou justas por outras mais largas ou que evitem o atrito junto à pele. “Com frequência, precisamos nos valer do uso de antibióticos em creme ou via oral e até chegar à abordagem cirúrgica ou ao uso de imunossupressores nos casos mais graves”, finaliza.

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Fonte: Cristiane Simões, dermatologista da Iron.

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