Granuloma piogênico: o que é, causas e tratamento

Saúde
03 de Fevereiro, 2022
Granuloma piogênico: o que é, causas e tratamento

Uma rotineira ida à manicure pode ser uma das causas para o aparecimento de um granuloma piogênico. O nome difícil se refere a nada mais do que um pequeno nódulo formado a partir de um traumatismo. Sabe o famoso “bife” que pode sair ao fazer as unhas? Pois é. A boa notícia é que existem diversas opções de tratamento (e que podem ser feitas no próprio consultório dermatológico). A seguir, aprenda a identificar o quadro, também conhecido como carne esponjosa.

O que é granuloma piogênico?

Trata-se de uma proliferação dos vasos em virtude de uma reação inflamatória. Assim, o granuloma piogênico é caracterizado como um pequeno caroço e traz características específicas como vermelhidão, presença de inflamação e, em alguns casos, sangra e possui uma secreção que lembra pus. De maneira geral, esse tipo de lesão parece uma ferida e, por ser frágil, pode sangrar.

Quanto às regiões do corpo em que o granuloma piogênico pode aparecer destacam-se principalmente os cantos das unhas (lembra a história da manicure?), mas, embora menos comum, qualquer lugar do corpo pode abrigá-lo.

O paciente, ainda, pode sentir dor. E por isso é até comum que um quadro de granuloma piogênico leve o indivíduo à emergência. Contudo, o ideal nesses casos é se consultar com um dermatologista, médico capacitado para diagnosticar a lesão e indicar o tratamento mais adequado.

Causas

Em geral, o granuloma piogênico surge a partir de um traumatismo, seja ele mais intenso ou não (como já citado, até um pequeno traumatismo cuticular pode provocá-lo). Algumas situações fisiológicas também facilitam o seu aparecimento, como gravidez. E em casos mais raros, certas medicações (como isotretinoína) estão relacionadas às causas.

Vale pontuar que o quadro não tem a ver com a presença de bactérias, mas, em algumas situações, se o tratamento for tardio, o paciente pode desenvolver uma infecção bacteriana secundária e precisará de antibiótico.

Tratamento

O tratamento depende do tipo da lesão. O mais comumente utilizado é o tratamento destrutivo do granuloma piogênico, que pode ser feito por cirurgia ou cauterização química (quando aplicam-se ácidos para destruir a lesão). Para lesões maiores, pode ser indicada a eletrocoagulação, um processo que carboniza a lesão com o auxílio de um aparelho. Já em casos mais iniciais, até medicação local pode resolver. 

Granuloma piogênico pode ser câncer de pele?

Por fim, a importância de se consultar com um dermatologista é que ele poderá fazer o correto diagnóstico. Mas, muitas vezes, o médico consegue identificar o granuloma piogênico só de olhar, mas também pode pedir uma biópsia. Em todo caso, o profissional será capaz de distinguir a lesão de outras. O melanoma, por exemplo, um dos cânceres mais agressivos da dermatologia, às vezes não apresenta pigmento e se assemelha a um granuloma piogênico. Só o médico saberá fazer essa distinção. 

Fonte: Egon Luiz Rodrigues Daxbacher (CRM 729647 RJ – RQE 15230), coordenador do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.

Leia também:

corrida
Bem-estar Movimento Saúde

Como proteger garganta e ouvidos na corrida durante o inverno

É necessário tomar os devidos cuidados para proteger garganta e ouvidos durante a corrida no inverno. Saiba mais!

5 hábitos saudáveis para enxaqueca
Saúde

5 hábitos saudáveis para enxaqueca

A enxaqueca é uma doença crônica que causa um tipo de dor de cabeça latejante

Mortes por AVC
Saúde

Mortes por AVC podem ser associadas às temperaturas extremas

Mais de meio milhão de pessoas tiveram AVC relacionados às temperaturas extremas – muito calor ou muito frio