A fluoxetina é um dos antidepressivos mais conhecidos. Um dos principais efeitos colaterais do medicamento previsto na bula é a perda de peso. Tão logo, o medicamento se tornou um dos mais pesquisados no Google na busca pelo emagrecimento. Mas será que essa é uma boa aposta para a saúde? Fluoxetina realmente emagrece? Saiba mais a seguir!
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Indicado prioritariamente para depressão, sendo associada ou não à ansiedade, o cloridrato de fluoxetina, também é recomendado para outras condições, como bulimia nervosa, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), incluindo tensão pré-menstrual (TPM), irritabilidade e disforia (mal-estar provocado pela ansiedade).
Nas farmácias, o remédio só é fornecido a partir da apresentação e retenção da receita médica já que é considerado um remédio controlado e “tarja preta” pela ANVISA, o que significa que o medicamento pode trazer graves riscos à saúde, inclusive dependência física e psíquica.
Segundo o médico cirurgião especialista em emagrecimento, Thomáz Baêsso, a fluoxetina é uma medicação que inibe a recaptação de serotonina. Assim, ela atua como uma ótima opção para tratamento relacionados à saúde mental como ansiedade e depressão.
Já a perda de peso relacionada ao remédio acontece devido ao controle de ansiedade e outros mecanismos que podem diminuir apetite e diminuir episódios de compulsão. Ou seja, de fato, o medicamento pode contribuir para a perda de peso, mas não é garantia. Estima-se que o emagrecimento alcance apenas 20% dos pacientes como efeito colateral.
O especialista reforça que, embora a medicação possa sim ajudar na perda de peso, a prática não é indicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. De acordo com a agência, o uso da fluoxetina se restringe a tratamentos de saúde mental e com prescrição médica.
“O uso exclusivo para emagrecimento é off label e o emagrecimento gerado por ela sem o restante do tratamento não é de grande importância”, aponta o especialista. Assim, o termo off label é utilizado para indicar uso diferente do aprovado na bula ou ao uso de produto não registrado na ANVISA.
Um estudo do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas da Universidade Federal de São Paulo, revelou que o medicamento pode produzir reações adversas graves. Veja a seguir:
Por isso, os especialistas de saúde reforçam: o uso da fluoxetina deve ser estritamente supervisionado por um profissional de saúde. Nesses casos, é indicado consultar um médico nutrólogo, endócrino ou psiquiatra, que irá avaliar a necessidade do tratamento e prescrevê-lo conforme as indicações específicas de cada paciente.
O especialista aponta que o uso da fluoxetina deve ser exclusivo para pacientes em tratamento de depressão ou ansiedade. Além disso, ele explica que mulheres com sintomas de TPM também devem consultar seu médico sobre a possibilidade da inclusão dessa droga em seu tratamento.
“O profissional responsável pela prescrição, por sua vez, deverá avaliar potenciais riscos e benefícios, levando em conta inclusive outros itens que o paciente já esteja utilizando”, afirma o médico.
Por outro lado, vale lembrar que o medicamento tem efeitos colaterais comuns, como boca seca, alteração de paladar e até diminuição de interesse sexual. Porém, a prescrição médica pode aliviar esses sintomas.
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Para perder peso de forma equilibrada é importante estar atento a alguns fatores. São eles>
Lembre-se sempre de procurar ajuda médica para orientações específicas e personalizadas sobre sua saúde e estilo de vida.
Fonte: Thomáz Baêsso, médico cirurgião especialista em nutrologia da Nutrindo Ideais, com atuação em emagrecimento, hipertrofia e saúde sexual.
Referências:
Fluoxetina: indícios de uso inadequado