O fitato, também chamado de ácido fítico, é um composto antinutricional, ou seja, que tem a capacidade de impedir ou ao menos dificultar a absorção de nutrientes no organismo. A princípio, ele está presente em determinados tipos de alimentos, especialmente grãos e leguminosas. Nas plantas, esse composto é essencial para o amadurecimento das sementes.
Em geral, ele não deve causar alarde, porém, em pessoas que sofrem de problemas de desnutrição, ele pode agravar o quadro e impactar negativamente a saúde. Por isso, é importante entender quais os riscos que esse composto possivelmente impõe sobre a saúde.
Antinutrientes dificultam a absorção de outros nutrientes, como é o caso do fitato (antinutriente) e do ferro, o nutriente cuja absorção é prejudicada. Por isso, ingerir o fitato excessivamente por acarretar em um quadro de anemia (deficiência de ferro no sangue).
Ainda, é importante alertar que a anemia pode ser especialmente prejudicial durante a infância. Um estudo realizado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) analisou os impactos da falta de ferro em crianças com menos de 6 anos.
Outro nutriente cuja absorção é prejudicada pelo fitato é o zinco. Em resumo, o zinco é essencial para o metabolismo de carboidratos, proteínas, lipídeos e ácidos nucleicos. Dessa forma, é muito importante para uma boa cicatrização, para a imunidade e mais. Sendo assim, a deficiência de zinco em decorrência da grande ingestão de fitato pode ser prejudicial de diversas formas.
Ainda, a absorção de cálcio também é afetada, porém, em menor escala. No entanto, a importância do cálcio é enorme e sua deficiência poderia implicar em problemas nos ossos, como a osteoporose, nos dentes, na pele, nos dentes e nas unhas.
Os alimentos ricos em fitato são principalmente os grãos, os legumes e as leguminosas, como o feijão e o grão-de-bico. Portanto, para melhorar o valor nutricional deles e reduzir a presença da substância, há duas técnicas que podem ser usadas: