Fila do transplante: como Faustão conseguiu um novo coração?

Saúde
28 de Agosto, 2023
Fila do transplante: como Faustão conseguiu um novo coração?

O Ministério da Saúde informou que, entre 19 e 26 de agosto, o Brasil realizou 11 transplantes de coração. Nesse sentido, sete deles ocorreram no estado de São Paulo, unidade da federação com maior volume de transplantes. Neste domingo (27), mais um paciente na capital paulista recebeu o transplante cardíaco: o Faustão. Neste caso, o apresentador tinha prioridade na fila de espera em razão de seu estado muito grave de saúde. De acordo com a pasta, ele recebeu o coração após a confirmação de compatibilidade necessária para o procedimento, assim como os outros sete pacientes que receberam o órgão. Mas afinal, como funciona a fila do transplante?

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Estado de saúde de Fausto Silva

Faustão está internado desde 5 de agosto por insuficiência cardíaca. O apresentador recebeu seu novo coração neste domingo (27) e já passou pela cirurgia, que durou pouco mais de 2h30, de acordo com o boletim médico. Ele seguiu, então, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde deve ficar em observação para acompanhamento da aceitação de seu corpo ao novo órgão.

Como funciona a fila de transplante?

A fila de transplante depende de critérios específicos de alocação de órgãos por gravidade. Assim, para alguns, como o coração, fígado e pulmão, o estado do paciente é um critério de priorização. Em outros, caso dos rins ou pâncreas, pesa principalmente a compatibilidade entre o doador e o receptor.

No Brasil, todos os transplantes de órgãos respeitam o Sistema Nacional de Transplantes, sejam eles custeados pelo SUS, por planos de saúde ou pagos pelo paciente. Porém, cada estado ou região organiza a sua própria lista e todas são monitoradas pelo sistema e outros órgãos de controle federais.

A fiscalização ocorre para que nenhuma pessoa conste em duas listas diferentes e que não haja desrespeito às normas legais. A fila funciona por ordem cronológica de inscrição, mas é balizada também por outros fatores, como a gravidade, a compatibilidade sanguínea e genética entre doador e receptor.

Referência: Agência Brasil.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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