Ficar de pé em uma perna só: estudo descobre fato curioso

Saúde
23 de Junho, 2022
Ficar de pé em uma perna só: estudo descobre fato curioso

Uma pesquisa feita por cientistas brasileiros publicada no British Journal of Sports Medicine descobriu uma informação inusitada, porém preocupante. Com o auxílio de pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos, Finlândia e Austrália, o time reuniu 1.702 brasileiros com a seguinte missão: ficar de pé em uma perna só por, no mínimo, 10 segundos. Os voluntários que não conseguiram ficar na posição unilateral durante o período estipulado mostraram o dobro de chances de óbito nos próximos 10 anos. O time científico recrutou pessoas com idades entre 51 e 75 anos, cuja média etária era de 61 anos. A maioria dos participantes pertencia ao gênero masculino — 68%, e também eram brancos. Além disso, os cientistas coletaram informações de peso, medidas e dobras cutâneas.

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Mas por que ficar de pé em uma perna só tem a ver com risco de morte?

À primeira vista pode parecer sem sentido, mas a incapacidade de se sustentar sobre uma única perna tem fundamento. Afinal, os voluntários não fizeram apenas o teste, mas os cientistas acompanharam essas pessoas após a primeira etapa. Como resultado, 348 participantes não passaram nas três tentativas de ficar de pé em uma perna só. O fator idade foi determinante — a maior parcela da população que não obteve êxito era mais velha. Veja:

  • Cerca de 5% do grupo que não conseguiu se equilibrar tinha entre 51 e 55 anos;
  • 8% entre 56 e 60 anos.
  • Menos de 18% faziam parte do grupo dos 61 a 65 anos.
  • Aproximadamente 37% tinha entre 66 e 77 anos.
  • Por fim, 54% dos tentantes estavam na faixa dos 71 a 75 anos.

Feita a primeira parte do teste de propriocepção (equilíbrio), os cientistas seguiram para a fase de monitoramento, que durou cerca de 7 anos. Nesse período, 123 participantes morreram de causas variadas — câncer e doenças cardiovasculares foram os principais responsáveis pelos óbitos, seguidos de complicações respiratórias e da infecção por Covid-19. A maioria das vítimas não havia passado na avaliação de equilíbrio, e apresentavam histórico delicado de saúde. Por exemplo, haviam portadores de obesidade, pressão alta, doenças cardíacas e níveis altos de colesterol.

Teste simples pode ser um critério de avaliação médica

Apesar de não ser um teste que diagnostica enfermidades, tampouco identifica a causa da incapacidade de equilíbrio, a avaliação pode ser um complemento para avaliações clínicas de pacientes idosos. É o que creem os autores do estudo, que pode ser visto na íntegra neste link.

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