Febre interna: é mito ou verdade?

18 de julho, 2022

Aos primeiros sinais de calafrios e de mal-estar, é normal suspeitar que o corpo possa estar entrando em um estado febril. Porém, em situações nas quais o termômetro sequer chega a indicar que a temperatura subiu, muitas pessoas acabam alegando que estão com uma condição chamada febre interna.

Porém, esse estado, na verdade, não existe de forma cientificamente comprovada. Isso porque a sensação de que algo está errado na parte interna do corpo é subjetiva, e pode ser uma consequência de fatores emocionais e mentais que o paciente está passando.

É mito

Segundo os profissionais de saúde, a febre interna é a sensação que uma pessoa tem quando está quente apesar do termômetro estar marcando a temperatura normal, diferentemente da febre convencional que é indicada por esse aumento no calor do corpo.

Porém, pelo lado clínico, os médicos afirmam que a febre interna não existe, já que essa sensação não pode ser comprovada por outros meios que não sejam sintomas decorrentes de outras doenças, por exemplo. Por isso, ela é classificada como uma condição subjetiva.

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Sintomas da febre interna

Na lista de sintomas associados à febre interna, grande parte da pessoas relatam sentir:

  • Mal estar
  • Dor de cabeça
  • Calafrios
  • Sudorese (suor excessivo)
  • Cansaço e fadiga

Ou seja, são sintomas similares aos da febre convencional. Ainda assim, a maior diferença está no fato de a febre interna não ter mudanças na temperatura do corpo.

Causas

Mas por que as pessoas podem sentir essa sensação de que estão em estado febril, mesmo se o termômetro diz o contrário? Para os médicos, os fatores relacionados ao estresse emocional e ansiedade estão entre os principais causadores desse problema de saúde.

Além disso, em mulheres, também é possível que estes sintomas sejam decorrentes do período fértil. Por isso, ao sentir calafrios, cansaço e mal estar, seja com incidência de febre ou não, é imprescindível buscar por ajuda médica.

Existe tratamento para a febre interna?

Por ser uma condição subjetiva, tanto o diagnóstico quanto o tratamento são feitos de maneira individualizada. Ainda assim, ao persistirem os sintomas, sugere-se seguir os mesmos passos da febre comum, ou seja, manter-se hidratado, tomar banhos mornos e ficar em repouso.

Em relação à prevenção, é necessário priorizar, sempre que possível, uma melhor qualidade de vida. Portanto, vale realizar atividades físicas ao menos três vezes por semana, seguir uma alimentação equilibrada e ter boas noites de sono.

Fonte: Dr. Bruno Luzorio Fernandes, médico clínico geral.

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