Entre os diversos testes para monitorar a saúde, existem alguns mais específicos. É o caso do exame CEA — sigla para antígeno carcinoembrionário –, uma avaliação solicitada para pacientes que estão tratando algum tipo de câncer, sobretudo o colorretal. A seguir, fique por dentro da função deste teste e de outras informações importantes.
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O oncologista Ludsclay Cação explica que o CEA é uma proteína produzida naturalmente pelo nosso organismo, presente em diversos órgãos. Dessa forma, é normal termos o componente — porém, em alguns casos, os níveis elevados no resultado podem indicar algum tipo de câncer. “No entanto, o exame CEA não deve ser utilizado apenas para o diagnóstico da doença maligna. Às vezes, essa alteração na quantidade da proteína pode estar relacionada a quadros como: cirrose, úlcera péptica, colite ulcerativa, pólipos retais, enfisema etc”, esclarece Cação. Por outro lado, quando está associado a outros testes, pode identificar e acompanhar um câncer no estômago, intestino, pâncreas, fígado, mama e principalmente, no cólon.
Agora que você já sabe que o CEA não é a única para referência para o diagnóstico de um câncer, vamos falar sobre a utilidade dele. Na jornada de um paciente com câncer, que já realizou biópsia e vários outros testes e descobriu que a condição é maligna, o exame CEA torna-se um auxiliar no tratamento. “Quando os níveis deste marcador tumoral começam a reduzir, é sinal de uma boa evolução com a terapia oncológica. Ou ao contrário: se os níveis permanecerem altos, nos faz pensar e investigar se há resistência ao tratamento, possíveis progressões de doenças ou, até mesmo, metástases”, pontua o especialista.
Muita gente pode achar que o exame é complexo, mas é exatamente o oposto. Basta uma coleta de sangue, que exige o jejum prévio de 4 horas, no mínimo. Contudo, alguns laboratórios pedem a interrupção das refeições por 8 horas. Então, consulte o local onde fará o exame para evitar surpresas e não afetar o resultado do CEA. “Outra recomendação é não ingerir bebidas alcoólicas nem fumar por, no mínimo, 72h antes do exame”, acrescenta Cação.
Por se tratar de uma simples amostra de sangue, não há restrições. Mas é importante respeitar as orientações de preparo que falamos acima para não ter problemas com o resultado.
A princípio, há dois valores de referência, um para pessoas não fumantes e outro para quem fuma: até 3,4 ng/mL e até 4,3 ng/mL, respectivamente. Acima disso, verifique a avaliação do seu médico.
Fonte: Ludsclay Delmondes Cação, médico oncologista do Instituto Avantgarde – CRM/SP 211.586 | RQE 4223.