Estresse excessivo aumenta o risco de hipertensão e doenças cardiovasculares, diz estudo

29 de setembro, 2021

O estresse excessivo aumenta os níveis de hormônios como adrenalina, noradrenalina, dopamina e cortisol. Como resultado, surge o risco de doenças cardiovasculares e hipertensão, mesmo em adultos com pressão normal. É o que diz uma pesquisa publicada no Hypertension, periódico da Associação Americana do Coração.

O estudo, conduzido na Universidade da Carolina em Los Angeles, nos Estados Unidos, apontou que, quando os níveis desses quatro hormônios dobram, há um acréscimo de 21% a 31% no risco de hipertensão. Assim, o resultado foi obtido após um acompanhamento dos participantes do estudo por cerca de seis anos.

Além disso, a probabilidade de eventos cardiovasculares subiu 90% com a duplicação dos níveis de cortisol.

Os pesquisadores, em um comunicado à imprensa, afirmaram que os níveis desses hormônios aumentam como reação aos eventos estressantes do dia a dia, seja na vida pessoal ou no trabalho. De acordo com os cientistas, a análise mostra como o estado mental pode afetar positiva ou negativamente a saúde cardiovascular.

O estudo sobre estresse excessivo

Os cientistas analisaram os níveis hormonais de 412 adultos, com idades entre 48 e 87 anos. Dessa maneira, todos apresentavam pressão arterial normal.

A concentração dessas substâncias foi medida por meio de um único teste de urina noturno de 12 horas. Além disso, em outros três momentos, foram monitoradas algumas condições de saúde do grupo, como desenvolvimento de hipertensão e eventos cardiovasculares.

Diante dos achados, os pesquisadores ressaltam que o teste de urina utilizado pode ser útil na prevenção de eventos cardiovasculares associados a altos níveis dos hormônios do estresse. No entanto, isso deve ser avaliado por outros experimentos.

“Embora todos esses hormônios sejam produzidos na glândula adrenal, eles têm diferentes mecanismos para influenciar o sistema cardiovascular. É importante estudar individualmente sua relação com a hipertensão e problemas cardiovasculares”, completam os autores da investigação americana.

Por outro lado, é importante destacar que se trata de um estudo de pequeno porte. Portanto, ele fornece o racional para que mais pesquisas sobre o tema sejam conduzidas.

(Fonte: Agência Einstein)