Estresse causa rugas? Profissional esclarece se é mito ou verdade

Beleza Bem-estar
23 de Setembro, 2022
Estresse causa rugas? Profissional esclarece se é mito ou verdade

Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu dizer que estresse causa rugas ao passar por um momento de tensão ou ansiedade. Mas, afinal, essa história é verdade?

Assim como pode fazer mal para a saúde do corpo e para o bem-estar, o estresse psicológico pode, sim, refletir de forma negativa no aspecto da pele, levando ao surgimento dessas marcas que são tão temidas.  

Então, como isso acontece? Veja a seguir a explicação de uma profissional!

Leia também: Flacidez e rugas no rosto: afinal, como como evitar estes problemas?

Por que o estresse causa rugas?

De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, o estresse é prejudicial para as células da pele e seu processo de renovação.

Diante disso, os telômeros – que são capas protetoras dos cromossomos, que têm como função preservar o DNA – acabam encurtando e, portanto, aceleram o envelhecimento. Assim, como consequência, acontece o surgimento das rugas e das manchas na pele.

“Além disso, outro efeito do estresse é a alteração da flora intestinal. Ela acaba aumentando a absorção de substâncias prejudiciais à saúde, que aumentam também a quantidade de radicais livres. Estes, por sua vez, alteram a estrutura do colágeno, causando o envelhecimento da pele.”

Leia também: Estudo diz que comer amêndoas todos os dias pode melhorar as rugas: saiba porque

Outros malefícios do estresse para a pele

De acordo com a médica, existem alguns problemas de pele que costumam ocorrer com mais frequência em pacientes que sofrem com o estresse. São eles:

  • Psoríase;
  • Vitiligo;
  • Acne;
  • Envelhecimento precoce;
  • Disidrose (pequenas bolhas nas mãos ou nos pés);
  • Neurodermatites (alterações na pele por coçar ou esfregar);
  • Dermatite seborreica (inflamação crônica onde há muitas glândulas sebáceas).

“O estresse age no tecido conjuntivo associado às reações alérgicas, chamadas mastócitos. Isso, portanto, leva a um aumento das coceiras e prurido”, explica a médica.

E continua: “A queda de cabelo também pode aumentar por causa do estresse. Como esse quadro também acomete o sistema imunológico, faz com que a cura desses problemas seja mais demorada.”

Leia também: Veja dicas para sentir menos estresse no dia a dia

Como minimizar os efeitos do estresse

Alguns hábitos simples podem diminuir os efeitos do estresse no organismo.

O segredo, segundo a médica, está em manter um estilo de vida saudável e leve. Portanto, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, aumentar a ingestão de líquido e proteger a pele dos raios do sol diariamente são os primeiros passos para fugir do estresse.

Leia também: Veja a lista de alimentos que aliviam o estresse

“Essas atitudes também vão ajudar a melhorar o seu sono, o que é benéfico para minimizar as olheiras e linhas de expressão”, ela aponta.

Outra sugestão da profissional é apostar na meditação, que ajuda no controle do estresse.

“Suplementos também podem contribuir, principalmente aqueles com antioxidantes, que são agentes que induzem a renovação celular e estimulam o colágeno. E, por fim, mantenha o acompanhamento com um profissional para receber o tratamento correto.”

Fonte: Beatriz Lassance, cirurgiã plástica, de São Paulo.

Sobre o autor

Ana Paula Ferreira
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em beleza e bem-estar.

Leia também:

poke é saudável
Alimentação Bem-estar

Poke é saudável? Veja dicas na hora de consumir

Veja dicas de alimentos que não vão interferir no seu objetivo, seja emagrecer ou ganhar massa magra

mulher se consultando com um médico
Bem-estar Saúde

Preparação para a bariátrica vai além dos exames e envolve mudanças de vida

Antes de entrar no centro cirúrgico, o candidato à cirurgia bariátrica percorre um caminho de preparação que promete mais do que a perda de peso: uma

tempo em frente às telas
Alimentação Bem-estar Equilíbrio Saúde

Maior tempo em frente às telas está associado à piora da dieta de adolescentes

Pesquisa brasileira avaliou dados de 1,2 mil adolescentes e constatou que a maioria gasta mais de 2 horas de tempo em frente as telas