Doenças respiratórias aumentam risco de problemas no coração

10 de agosto, 2021

Os dias mais frios, comuns nesta época do ano, sempre trazem a preocupação com o aumento de infecções. Gripes, resfriados, rinite alérgica, bronquite, pneumonia e, atualmente, Covid-19 são bons exemplos. Mas você sabia que há uma relação entre todas essas doenças respiratórias e problemas no coração?

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Sydney (Austrália), e publicada no Internal Medicine Journal, revelou que pacientes que tiveram infecções respiratórias têm 17 vezes mais chance de ter um ataque cardíaco. No entanto, em casos mais fracos (que afetam somente o trato respiratório superior), o risco é 13 vezes maior.

O cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular Elcio Pires Junior confirma que as doenças respiratórias podem trazer sérias complicações para o coração. “Com a alta incidência de doenças como pneumonia, bronquite e gripe, o coração pode sofrer com impactos negativos em seu funcionamento”, informa o médico.

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Doenças respiratórias e coração

Para entendermos melhor essa relação, o médico explica que os sistemas respiratório e cardíaco estão diretamente conectados. Por isso, quando um dos dois apresenta falhas, pode comprometer o funcionamento do outro.

“As doenças respiratórias favorecem a formação de coágulos sanguíneos — alterações no fluxo de sangue e de toxinas que podem danificar os vasos —, podendo provocar até mesmo um quadro mais grave de infarto”, alerta o médico.

Além disso, alguns outros estudos mostram que enfrentar temperaturas de zero a cinco graus Celsius durante uma hora já causa microlesões em algumas células do coração. Isso é ainda mais perigoso para pessoas hipertensas, diabéticas ou que já sofreram um AVC ou um infarto.

Ademais, outros fatores de risco contribuem para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares nos períodos de frio, como obesidade e colesterol elevado.

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Atenção à dor de garganta

Até mesmo uma simples dor de garganta, quando não tratada corretamente, pode desencadear quadros preocupantes. De acordo com o otorrinolaringologista Ricardo Landini Lutaif Dolci, entre as várias consequências de uma dor de garganta mal curada, podem ser destacadas a febre reumática, que é uma possível complicação da amigdalite bacteriana.

Para evitar problemas cardiovasculares, faça seus exames regularmente. Cuide da sua pressão arterial e dos seus níveis de glicose e de colesterol, tenha uma boa alimentação e pratique atividade física. Além disso, lembre-se de se manter bem aquecido no inverno.

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Fontes: Elcio Pires Junior, coordenador de cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro (Rede D’or – Osasco) e do Hospital Bom Clima de Guarulhos; e Ricardo Landini Lutaif Dolci, otorrinolaringologista da Clínica Dolci, em São Paulo, e professor da Santa Casa.

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