DIP: o que você precisa saber sobre a doença inflamatória pélvica

Saúde
10 de Maio, 2022
DIP: o que você precisa saber sobre a doença inflamatória pélvica

Você já ouviu falar na doença inflamatória pélvica (DIP)? Essa é uma infecção bastante comum entre as mulheres. Dessa forma, ela pode gerar complicações de saúde bastante sérias. Então, vamos entender mais sobre o assunto a seguir: 

O que é DIP? 

“A doença inflamatória pélvica é a infecção uterina pela ascensão de microrganismos da vagina. Elas podem acometer o útero e as tubas uterinas”, explica o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis.

Em outras palavras, é um tipo de infecção que ocorre quando bactérias, em especial as sexualmente transmissíveis, se espalham da vagina para o útero, as tubas uterinas ou os ovários de uma mulher. 

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Quais as principais causas da DIP? 

Como dito acima, a causa principal da doença inflamatória pélvica são os microrganismos que saem da vagina em direção ao útero e ovários. De acordo com o médico, os organismos mais associados com a doença são a clamídia, o gonococo, o micoplasma e a ureaplasma. 

“Contudo, cerca 15% das infecções ocorrem por microrganismos de origem intestinal e respiratória”, continua o médico. 

Quais os sintomas da DIP? 

Sendo assim, uma doença como essa tem sintomas bastante específicos. Os principais são: 

  • Dores no baixo ventre;
  • Corrimentos vaginais;
  • Dores durante a relação sexual.

“Muitas vezes, a DIP é assintomática, dificultando o tratamento precoce. Então, levando à descoberta apenas quando há desejo reprodutivo e diagnóstico de infertilidade, como obstrução das tubas uterinas”, explica. 

Por isso, é essencial buscar um médico ginecologista assim que surgirem os primeiros sintomas. Portanto, manter uma rotina de consultas para evitar complicações futuras também é importante. 

Qual o tratamento para a doença inflamatória pélvica? 

Por fim, assim que houver suspeita clínica, o ideal é iniciar a antibioticoterapia de ampla visão. “Normalmente, são 14 dias de duas classes de antibióticos. Via oral, associados com antibiótico injetável em dose única”, completa.

Fonte: Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra da Criogênesis.

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