Diabetes infantil: O que é, sintomas e tratamentos

28 de outubro, 2021

O diabetes infantil ocorre quando há grande circulação de glicose (açúcar) no sangue da criança. O tipo 1 costuma atingir os pequenos com mais frequência, enquanto o tipo 2 pode aparecer quando os hábitos de vida não são saudáveis — contudo, pode ser revertido se em estágios iniciais. Saiba tudo sobre a condição:

Diabetes infantil tipo 1

No diabetes infantil tipo 1, as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina são destruídas (hormônio que ajuda a regular as taxas de açúcar no sangue). Infelizmente, ele não tem cura, e o tratamento é feito com a aplicação da substância via injeções na barriga, no interior da coxa, na parte posterior do braço ou nos glúteos do pequeno — tudo com a orientação do pediatra, é claro.

A principal causa é a herança genética, mas má alimentação e sedentarismo contribuem para a piora do quadro.

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Diabetes infantil tipo 2

Diferentemente do tipo 1, o problema não começa com um ataque das próprias células de defesa ao pâncreas, a fábrica de insulina. Portanto, o tipo 2 começa com a resistência à insulina, o hormônio que ajuda a colocar a glicose (nutriente vindo dos alimentos) para dentro das células.

Em outras palavras, esse hormônio é produzido, mas não consegue atuar direito. Para compensar a situação, o pâncreas acelera a produção de insulina. Mas, isso tem um preço: com o tempo, o órgão fica exausto e as células começam a falhar. Até que, um dia, não dá conta mais da sobrecarga – é aí que o açúcar no sangue dispara e fica permanentemente alto.

A longo prazo, a glicemia elevada pode causar sérios danos ao organismo. Por isso, entre as complicações, destacam-se lesões e placas nos vasos sanguíneos, que comprometem a oxigenação dos órgãos e catapultam o risco de infartos e AVCs.

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Principais sintomas

Os pais devem prestar atenção nos sinais da doença:

  • Aumento da fome;
  • Sensação constante de sede;
  • Boca seca;
  • Aumento da vontade de urina, mesmo durante a noite;
  • Visão embaçada;
  • Cansaço excessivo;
  • Sonolência;
  • Além disso, falta de vontade para brincar;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de peso;
  • Infecções recorrentes;
  • Irritabilidade e mudanças de humor;
  • Por fim, dificuldade para compreender e aprender.

O diagnóstico é feito com um exame de sangue em jejum, que mede a glicemia (taxa de glicose no sangue) da criança.

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Tratamentos

Além dos dos possíveis tratamentos medicamentosos recomendados pelo médico, é muito importante que os pais incentivem hábitos saudáveis. Por exemplo, manter uma boa alimentação, rica em frutas e verduras, e praticar atividades físicas regularmente.

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