Tratamento com crioterapia diminui queda de cabelo causada pela quimioterapia

Saúde
21 de Outubro, 2021
Tratamento com crioterapia diminui queda de cabelo causada pela quimioterapia

Uma das consequências da quimioterapia (principal tratamento para diversos tipos de câncer) é a perda dos pelos corporais (incluindo os fios da cabeça), o que pode afetar a autoestima dos pacientes. Mas o que pouca gente sabe é que a crioterapia pode ajudar a reduzir expressivamente essa queda de cabelo — em até 70%.

O que é a crioterapia

O método contribui para amenizar os impactos causados aos pacientes durante a quimioterapia. Desse modo, ele consiste em um sistema de resfriamento da região, feito por uma espécie de touca colocada na cabeça. Esta, por sua vez, diminui o fluxo sanguíneo dos folículos capilares, reduzindo a absorção e a circulação dos fármacos na região.

Desenvolvida em 1997, a touca é atualmente um dos métodos mais modernos para a preservação dos fios durante o tratamento com quimioterapia. Desde 2013, o Brasil já realizou mais de 50 mil sessões com a tecnologia, melhorando a autoestima de milhares de pessoas.

De acordo com o oncologista Daniel Gimenes, o frio produzido pelo equipamento atrasa a atividade dos folículos capilares, tornando-os menos atraentes para a quimio. “Isso faz com que o efeito da quimioterapia nas células capilares tenha seu efeito reduzido, prevenindo a queda dos fios.”

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Como funciona a crioterapia para queda de cabelo

Na prática, cerca de trinta minutos antes da quimioterapia, o couro cabeludo do paciente é resfriado a uma temperatura entre 18°C e 22°. Por fim, depois de uma hora e meia da sessão, o indivíduo deve receber mais uma dose de crioterapia. “A touca precisa estar justa na cabeça, em contato direto com o couro cabeludo, para que o procedimento seja realizado de maneira adequada”, diz o especialista.

Os resultados são promissores até para quem usa medicamentos mais fortes — as chances de perda dos fios ficam entre 20 e 30%. No Brasil, o método possui certificação da Anvisa.

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Contraindicações

Geralmente, a crioterapia não possui efeitos colaterais, mas alguns pacientes podem ter sensibilidade no couro cabeludo, calafrios, cefaleia (dor de cabeça) e desconforto no pescoço e nos ombros.

Além disso, o médico reforça que o recurso não é um tratamento para o câncer, mas um auxílio psicológico para o paciente. “A técnica, entretanto, é contraindicada para pessoas com câncer hematológico (leucemia e linfoma) ou que possuem algum tipo de alergia no couro cabeludo”, finaliza.

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Fonte: Daniel Gimenes, oncologista do CPO Oncoclínicas.

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