Covid e risco de danos neurológicos: entenda a relação

Saúde
06 de Janeiro, 2023
Covid e risco de danos neurológicos: entenda a relação

Os efeitos da Covid-19 a longo prazo estão sendo descobertos a cada dia. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, pacientes que desenvolveram a doença têm mais risco de apresentar danos neurológicos até um ano após a infecção.

Outros artigos já haviam relacionado o coronavírus com sintomas neurológicos tardios. Contudo, nesse estudo, o diferencial está no grande número de pacientes envolvidos, além do comparativo com a evolução de indivíduos não infectados durante um longo período de acompanhamento.

Na pesquisa, publicada pela revista Nature Medicine, os cientistas avaliaram 150 mil casos. Assim, analisaram uma ampla gama de distúrbios neurológicos, que incluiam:

  • Problemas de cognição e memória;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Transtornos de movimento como tremores e contrações involuntárias,;
  • Perdas sensoriais;
  • Crises de enxaqueca;
  • Convulsões;
  • Doenças como Alzheimer e Parkinson.

O risco de todos esses transtornos foi maior naqueles infectados pelo coronavírus, mesmo em pacientes jovens e casos leves da doença. Além disso, alguns quadros, como cognitivos e sensitivos, foram mais comuns nos adultos jovens. Por outro lado,  distúrbios mentais como ansiedade e depressão, ocorreram com maior frequência nos mais idosos.

Causas dos danos neurológicos pós Covid-19

Há várias hipóteses para explicar os danos neurológicos causados pela Covid-19. Assim, O vírus pode provocar uma cascata inflamatória capaz de afetar a comunicação entre os neurônios, as chamadas sinapses. Também pode haver influência dos fragmentos do RNA do vírus, o que estimularia uma reação imunológica do organismo.

Leia também: Vacinação reduz pela metade o risco de Covid persistente

“Muitas vezes, a manifestação é muito sutil, mas tudo isso prejudica o funcionamento das células”, explica o neurologista Marco Aurélio Borges, do Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia. “Por isso, a região do cérebro que foi afetada passa a funcionar de forma incorreta.”

Assim, dependendo da área acometida, há chance de surgir sintomas relacionados a fadiga crônica, perda de sensibilidade, olfato, memória, linguagem e tantos outros. Além disso, se a pessoa tem predisposição a alguma doença, como Parkinson ou Alzheimer, o contato com o coronavírus pode acelerar o processo.

A hora de procurar um médico

Qualquer sintoma com uma duração maior do que 15 ou 30 dias merece atenção. A recomendação médica é: caso a pessoa perceba que não tolera mais fazer esforço físico e mental ou, ainda, que sinta muitas dores, cansaço excessivo ou comprometimento muscular, vale procurar atendimento especializado.

Fonte: Agência Einstein

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