Novo comprimido para diabetes tipo 2 será vendido no Brasil

Saúde
04 de Abril, 2022
Novo comprimido para diabetes tipo 2 será vendido no Brasil

Nesta primeira semana do mês de abril, um novo comprimido para diabetes tipo 2 poderá ser encontrado nas farmácias brasileiras. Trata-se de uma versão da semaglutida, droga utilizada em forma de injeção (intravenosa) para o tratamento da doença.

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa em 2020), o comprimido para diabetes terá vendido como Rybelsus, e facilitará o tratamento de pessoas portadoras de diabetes 2. Afinal, o comprimido dispensa o método injetável e possui os mesmos efeitos e benefícios. Além disso, acredita-se que a versão oral será capaz de melhorar a adesão ao tratamento para a diabetes, pois muitos portadores têm dificuldades em seguir a rotina com assiduidade.

Veja também: Diabetes: o que é, tipo sintomas, tratamento e mais

Como o comprimido para diabetes age no organismo?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a diabetes tipo 2 é causada por um estilo de vida pouco saudável e por doenças como a obesidade. Esse tipo de enfermidade tem como principal distúrbio a produção insuficiente de insulina, pelo pâncreas, ou pela incapacidade do organismo de utilizar a insulina produzida de forma eficiente. Como resultado, a pessoa tem problemas em controlar a glicemia no sangue e apresenta quadro descontrolado de diabetes.

Logo, a semaglutida imita o hormônio GLP-1, que tem como funções otimizar a secreção de insulina pelo pâncreas, induzir o estômago a funcionar mais lentamente e reduzir a sensação de fome. Ou seja, a substância se “disfarça” de GLP-1, promovendo os mesmos benefícios da molécula.

Além de ser um medicamento para o tratamento da diabetes, a semaglutida é utilizada para a perda de peso, pois atua no aumento da saciedade. No entanto, é preciso ter recomendação para utilizar a droga para essa finalidade, pois a prescrição formal é focada no controle da diabetes. Seus efeitos colaterais são relativos e dependem da administração correta do medicamento. Sintomas como náuseas, diarreia, vômitos e forte perda de apetite podem afetar o indivíduo. Por isso, sempre busque orientação profissional para avaliar os prós e contras.

Sobre o autor

Amanda Preto
Jornalista especializada em saúde, bem-estar, movimento e professora de yoga há 10 anos.

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