Como mudar hábitos antigos?

22 de junho, 2022

Conheça seu comportamento

Como nossos comportamentos estão relacionados com as consequências que eles produzem precisamos conhecer nossos hábitos a fundo antes de tentar modificá-los. Como a grande maioria dos nossos hábitos são automáticos temos dificuldade em reconhecê-los, por isso o primeiro passo é identificar os hábitos e qual a sequência em que ele normalmente ocorre.

Você só conseguirá transformar os seus hábitos se conseguir decifrar quais são os estímulos e recompensas que os acompanham. Faça uma lista buscando observar quantas vezes você sente vontade de realizar aquele comportamento por dia. Depois, anote quais as situações (externas e internas) que aparecem junto com esse desejo e as sensações prazerosas que esse comportamento traz.

Por exemplo, se você decidiu comer menos chocolate comece anotando quantas vezes sente desejo de comê-lo por dia. Depois, observe o que acompanha esse desejo, qual a situação externa e os seus sentimentos naquele momento. Então, descubra o que o chocolate traz de bom quando você o coloca na boca. Você pode descobrir que sente vontade de comer o chocolate depois do almoço pois ele está exposto ao lado do caixa do restaurante ou porque eles amenizam o gosto da comida salgada que ficou na sua boca depois da refeição.

Nesse caso você poderia substituí-lo por uma bala ou chiclete sem açúcar, afinal esses também ficam ao lado do caixa e podem trazer um gosto prazeroso. Você pode perceber também que sente vontade de comer chocolate quando está diante de uma tarefa difícil, ele seria uma forma de evitar aquele desconforto momentâneo. Se isso acontece, você precisa trazer outra forma de relaxamento para esses momentos: respirar fundo, dar uma volta, tomar um chá ou um café antes de enfrentar as dificuldades. Por isso, fazer um diário alimentar ajuda no processo de modificação dos hábitos, ele é uma ferramenta poderosa para fazer com que a gente preste atenção no que estamos comendo.

Seja realista

Estabeleça metas realistas e atingíveis. Quando exageramos nas expectativas acabamos nos sentindo frustrados e com vontade de abandonar nosso projeto de mudança de hábitos. Pense que os seus comportamentos alimentares foram construídos ao longo de anos e por isso, eles precisam de um tempo para serem modificados. 

Planeje-se!

Escolha mudar um hábito de cada vez, ou um hábito central que, se transformado irá modificar todos os outros. Por exemplo, não comprar doces ou frituras. Assim, quando a vontade bater você terá que fazer um esforço tão grande para conseguir essas guloseimas que vai acabar desistindo. Ou, contrário disso, ter sempre por perto alimentos saudáveis e prazerosos. Isso facilitará suas escolhas diárias.

Se esforce, desconforto faz parte

Qualquer mudança gera um certo nível de desconforto. Isso deve ser esperado e não pode ser visto como um obstáculo. Mas não transforme essa mudança em puro sofrimento. Pesquisas mostram que um comportamento é mais facilmente instalado quando ele é reforçado, por isso elogios funcionam melhor do que broncas ou auto depreciação.

Aprenda com os erros

Já vimos que mais vale uma comemoração carinhosa do que o excesso de crítica. Recaídas fazem parte de todo processo de mudança. Elas devem ser esperadas e precisamos estar prontos para aprender com elas. Para a Psicologia qualquer situação pode ser vista como uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal. Se você teve alguma dificuldade e retornou aos hábitos antigos aproveite a situação para entender o que faz você desistir. Busque no seu passado as respostas para compreender porque não conseguiu mudar no passado. Assim você ficará mais preparado para enfrentar os novos desafios que estão por vir.

Busque apoio

Vários tratamentos de mudança de hábitos incluem uma rede de apoio. Estar com pessoas que compreendem seu processo pode ser uma fonte poderosa de apoio em momentos de recaídas. Por isso, utilize a rede do aplicativo. As reuniões, a rede social e o atendimento com nutricionistas estão aqui para ajudá-lo na sua reeducação alimentar.

Escrito por Flávia Scavone, psicóloga I CRP 06/58691

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