Como ajustar sua alimentação ao novo apetite
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Está sentindo que seu apetite mudou desde que iniciou o tratamento? Isso é mais comum do que parece.
Com o uso de medicamentos para tratamento da obesidade e/ou diabetes, é normal sentir menos fome e se satisfazer com porções menores.
Mas comendo menos, surge uma dúvida importante: como manter a nutrição equilibrada?
O segredo está em escolher bem os alimentos e respeitar o novo ritmo do corpo, sem deixar de lado a qualidade das refeições.
Porque o apetite pode mudar tanto
Os medicamentos usados no tratamento atuam diretamente em hormônios que ajudam o corpo a reconhecer melhor os sinais de saciedade. Ou seja, ele “ensina” o organismo a identificar quando já comeu o suficiente.
Essa resposta é esperada e faz parte do processo, mas exige atenção para que o corpo continue recebendo todos os nutrientes necessários.
Como ajustar suas refeições na prática
Comer menos não significa comer mal. Quando o apetite diminui, priorizar alimentos com alto valor nutricional é essencial.
Frutas, verduras e legumes variados
Para auxiliar na digestão e saciedade:

Grãos integrais, leguminosas e sementes
Como fonte de energia de qualidade:

Proteínas magras
Fundamentais para preservar massa muscular:

Gorduras saudáveis
Para um bom funcionamento do coração:

Evite ultraprocessados e bebidas açucaradas
- Oferecem muitas calorias, mas poucos nutrientes — o que aumenta o risco de deficiências de minerais, vitaminas e proteínas.
- Alimentos gordurosos ou muito processados podem piorar náusea, refluxo e prisão de ventre, comuns no início do uso do medicamento GLP-1.
- Alto consumo de açúcares e gorduras saturadas desequilibram o colesterol e glicemia, prejudicando a manutenção da perda de peso a longo prazo.
Dicas práticas para facilitar sua alimentação
- Monte pratos com porções menores: nesse momento, encher o prato – mesmo que com alimentos saudáveis – não é uma boa opção. Respeite seu organismo.
- Coma devagar: o corpo precisa de tempo para perceber a saciedade. Mastigar com calma evita desconforto e ajuda na digestão.
- Hidrate-se bem: beber água é essencial para o funcionamento do corpo, principalmente quando a quantidade de comida diminui.
- Evite beber enquanto come: priorize a ingestão de líquidos nos intervalos das refeições, pois isso evita o mal-estar estomacal e melhora a absorção de nutrientes.
- Prefira alimentos ricos em nutrientes: frutas, verduras, cereais integrais, leite e derivados e proteínas magras para variar a alimentação e prevenir deficiências nutricionais.
- Evite pular refeições: mesmo que a fome seja menor, manter uma rotina alimentar organizada ajuda o corpo a se equilibrar.
Dica extra: se houver aversão a alimentos ou queda de interesse por comer, procure um nutricionista para te orientar com substituições adequadas e de acordo com o seu momento.
Essas mudanças favorecem não só o resultado do tratamento, mas também a criação de hábitos mais saudáveis e sustentáveis a longo prazo.
O apoio profissional é indispensável para tirar dúvidas e orientar cada pessoa de forma individualizada. Em caso de dúvidas, procure por um especialista para uma avaliação completa e personalizada.
Referência bibliográfica:

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