Casos de febre maculosa chegam a 53, com 8 mortes

Saúde
15 de Junho, 2023
Casos de febre maculosa chegam a 53, com 8 mortes

O Ministério da Saúde atualizou para 53 o número de casos de febre maculosa confirmados este ano no país. Além disso, oito pessoas morreram com a doença. Os óbitos ocorreram na Região Sudeste. Ao todo, foram seis em São Paulo, um em Minas Gerais e um no Rio de Janeiro. Quanto ao número de casos, a maior concentração de ocorrências está nas regiões Sudeste (30) e Sul (17).

De acordo com a pasta, no geral, os casos aparecem de maneira esporádica. A transmissão da febre maculosa ocorre somente por meio do contato com o carrapato estrela infectado pela bactéria do gênero Rickettsia. Não há, portanto, transmissão de pessoa para pessoa. “O tratamento oportuno é essencial para evitar formas mais graves da doença e óbitos”, alerta o ministério.

Leia mais: Febre maculosa: conheça os riscos da doença que matou casal em SP

Casos de febre maculosa: como identificar os sintomas?

De acordo com a pasta, assim que surgem os primeiros sintomas, o paciente deve procurar as unidades de saúde. Assim, inicia-se uma avaliação médica e tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O ministério informa que tem promovido ações recorrentes de capacitação direcionadas às vigilâncias estaduais e municipais, envolvendo profissionais da vigilância e da atenção à saúde.

Em nota, a pasta informa que está sendo usado um medicamento antimicrobiano para tratar a febre maculosa e que todas as unidades federativas estão abastecidas com os remédios prioritários para o tratar a doença, incluindo São Paulo. A nota diz ainda que dispõe de estoque estratégico para envio de novas remessas aos estados que precisarem.

Surto em Campinas

Sobre o surto de febre maculosa em Campinas, interior de São Paulo, o ministério diz que mantém contato com o estado para acompanhamento das ações de vigilância e assistência. De acordo com a pasta, o município é área endêmica, e o período sazonal para a doença vai de maio a setembro.

Nesse sentido, para áreas consideradas de risco, o ministério recomenda o uso de roupas que cubram todo o corpo. Isto é, calças, blusas ou camisetas com mangas compridas e sapatos fechados. Além disso, são indicadas roupas de cores claras para que os carrapatos sejam vistos com mais facilidade pelo corpo.

“Examine o corpo com frequência. Quanto mais rápido os carrapatos forem retirados, menores as chances de infecções. Caso um animal esteja infestado por carrapatos, procure orientação de um médico veterinário”, diz a nota.

Fonte: Agência Brasil.

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