Assintomáticos: testou positivo, mas está sem sintomas? Saiba o que fazer

11 de janeiro, 2022

Uma dúvida recorrente e atual relacionada à pandemia é sobre os casos assintomáticos de covid-19. Isso porque uma pessoa pode pegar o vírus e não apresentar tosse, dor de garganta ou febre, por exemplo. Dessa forma, o que fazer se testar positivo, mas não apresentar nenhum sintoma? 

O número de pessoas infectadas e sem sintomas é alto. Um estudo recente publicado no JAMA Network Open, por exemplo, descobriu que mais de 40% dos casos confirmados de COVID-19 em todo o mundo eram assintomáticos. O dado acende um sinal de alerta, afinal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde mesmo pessoas sem sintomas podem transmitir a doença

Mas o que fazer se testar positivo para COVID-19, mas for assintomático? A primeira atitude é evitar a propagação do vírus para as pessoas ao seu redor. Confira, abaixo, outras informações importantes sobre o tema.

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Assintomáticos transmitem o vírus

A transmissão do vírus ocorre nos casos assintomáticos, principalmente nos primeiros dias após a infecção. Isso porque o vírus, ao infectar uma pessoa, pode iniciar a replicação viral, ou seja, se multiplicar dentro das nossas células do nosso aparelho respiratório, como o nariz e na garganta.

A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias contendo o vírus. Por meio da tosse, do espirro ou da fala, elas entram em contato com as mucosas do nariz, da boca ou do olho. Assim, o vírus começa a se multiplicar na nova pessoa infectada. Quando a quantidade de vírus (carga viral) cresce significativamente, ela também pode transmitir o novo coronavírus para outras pessoas. Esse processo pode ocorrer mesmo que a pessoa não apresente sintomas.

Dessa forma, se testar positivo, você deve, primeiramente, avisar todos com quem você teve contato próximo para que eles também possam fazer o teste.

Como evitar a transmissão

Por haver a possibilidade de transmissão por assintomáticos, as medidas de prevenção continuam sendo essenciais para toda a população. Confira as principais:

  • Evitar aglomerações;
  • Sempre usar máscara ao sair de casa;
  • Manter distância de dois metros de outras pessoas;
  • Higienizar as mãos e superfícies de contato com álcool em gel 70% (ou sabão comum e água);
  • Evitar tocar os olhos, a boca e o nariz; e
  • Seguir as regras de distanciamento social.

Teste para assintomático

Saber quando realizar o teste quando não há sintomas pode ser complicado. Outra dificuldade é conseguir fazer o teste, já que o aumento dos casos tem causado sua falta em postos, hospitais, farmácias, etc.

O autoteste, ou seja, um exame caseiro para diagnosticar o vírus, poderia ajudar a reduzir a transmissão de assintomáticos, já que ele é mais fácil, rápido e barato. No entanto, a modalidade popular em países como Estados Unidos e França, não foi liberada pela Anvisa. Dessa forma, assintomáticos podem realizar um teste rápido ou o RT-PCR.

Outra dúvida é sobre o momento ideal para fazer o teste. Atualmente, de acordo com as diretrizes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, pessoas vacinadas devem ser testadas cinco dias após terem contato próximo com alguém que testou positivo para a COVID-19.

Tempo de quarentena para assintomáticos

Se você testar positivo, a primeira atitude é isolar-se, independentemente de quão bem você esteja. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou uma mudança no tempo de quarentena para assintomáticos. De acordo com a equipe, a partir de agora, a quarentena passa de dez para 5 dias de isolamento. Mas mesmo estando assintomático, deve-se manter o uso de máscaras, higienizar as mãos, evitar contato com pessoas imunocomprometidas ou que possuam fatores de risco para agravamento da Covid-19 até o 10º dia de infecção.

O período vale para pessoas sem sintomas respiratórios, sem febre, que não tenham feito uso de antitérmicos nas 24 horas anteriores e que apresentem resultado negativo de teste para covid-19 no 5° dia após o início da infecção (no caso, o 5º dia após o primeiro teste positivo). Caso esse não seja o caso do paciente, ele não deve deixar a quarentena.

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Sobre o autor

Fernanda Lima
Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde