Já faz alguns anos que a toxina botulínica tem sido muito procurada em clínicas de estética com o objetivo de suavizar linhas de expressão, rugas e outros sinais da idade. Contudo, de acordo com a dermatologista Dra Sabrina Negro, as aplicações do botox vão além da beleza. Elas também podem servir como tratamentos para diversas condições de saúde. Saiba mais:
A toxina botulínica, mais conhecida como botox, é uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Assim, após ser industrializada e purificada, ela é utilizada em procedimentos estéticos e terapêuticos.
Ela atua bloqueando a liberação de um neurotransmissor chamado acetilcolina, responsável por fazer a ligação entre os músculos e o cérebro. Desse modo, o botox age paralisando os músculos da região onde foi aplicado, deixando o tecido relaxado. Na estética, essa paralisação é utilizada para combater a formação de rugas e marcas de expressão.
Leia também: Botox pode ajudar no tratamento de depressão, diz estudo
“Os procedimentos mais conhecidos, realizados no rosto, podem contribuir para uma melhora da autoestima. Mas também existem aplicações que são realizadas nos pés, nas mãos e até mesmo nas axilas. O objetivo é diminuir o suor excessivo que eventualmente pode causar constrangimento e cheiros desagradáveis, uma vez que o odor muitas vezes advém da degradação do suor pela presença de bactérias”, explica a especialista.
Outras utilizações apontadas pela Dra Sabrina consistem na aplicação do botox como:
Por se tratar de um procedimento comumente banalizado e pouco explorado, a dermatologista comenta que os seus reais benefícios acabam atingindo menos pessoas do que deveriam. “É imprescindível, além disso, que ele seja realizado por profissionais adequados. Isso porque caso seja aplicado de forma incorreta, pode estigmatizar e pesar o semblante.”
Por fim, como a maioria das práticas estéticas, o botox não é recomendado para grávidas (em qualquer fase do período de gestação), para indivíduos que possuem alguma alergia aos componentes presentes na substância, ou para pessoas portadoras de miastenia grave, uma doença autoimune que pode atingir os músculos do corpo.
Fonte: Sabrina Negro, médica dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e professora de anatomia focada em injetáveis no Instituto Lapidare, em Balneário Camboriú.