Por que alimentos processados engordam?

7 de agosto, 2019

Alimentos processados são aquele que vêm da natureza e, em seguida, vão para a indústria e recebem outros ingredientes, como açúcar, sal ou gordura. Também passam por métodos como cozimento, fermentação e técnicas de conservação. “Ou seja, tudo que não vai diretamente da agricultura para a nossa mesa é processado. Quase tudo que comemos acaba sendo processado. Assim, o que diferencia esses alimentos é o grau dos procedimentos usados e como eles serão utilizados na dieta”, explica Fabiana Nalon, Mestre e pesquisadora de Doutorado em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB). 

Um exemplo simples para entender esse cenário é o milho. A espiga é um alimento in natura, enquanto o milho em conserva é processado – e ele certamente será utilizado no preparo de uma refeição, seja na salada ou em uma galinhada. 

Leia também: Tomar água com limão emagrece?

Já o salgadinho de milho é ultraprocessado. Pois, você não consegue identificar a presença do milho em sua composição, que contém ainda muitos aditivos (corantes, conservantes, estabilizantes, entre outros). Portanto, essas técnicas são usadas pelas indústrias por dois grandes motivos: aumentar a validade do produto e deixar seu sabor mais agradável para a maioria das pessoas. 

Hoje, os ultraprocessados são a maior preocupação de uma dieta saudável. “Trata-se de uma comida muito distante do alimento em seu estado natural. Ela é repleta de aditivos e, normalmente, possui muito sal, muito açúcar ou algum substituto artificial de sabor”, diz a especialista. 

O problema dos alimentos processados

A ingestão exagerada desses produtos pode contribuir para diferentes problemas de saúde e também o aumento de peso, já que apresentam, em geral, alto valor calórico, poucas fibras e não promovem saciedade. “Além disso, quem acostuma o paladar com esses sabores artificiais tem muito mais dificuldade em identificar um sabor mais suave, como o das frutas e vegetais, resultando em pessoas que detestam salada e alimentos in natura” explica a nutricionista. 

“A perda de peso depende da quantidade de calorias ingerida, então, se a pessoa come mal, mas come pouco, pode até emagrecer, mas isso não significa que seja um peso saudável. O número final na balança não define a saúde de uma pessoa. É verdade que a obesidade está ligada a uma série de doenças, mas uma pessoa até pode ter um peso aparentemente bom e, ainda assim apresentar elevado percentual de gordura”, esclarece.

Consumo consciente

Fabiana afirma que não há limite saudável de consumo no caso dos alimentos ultraprocessados: muitos sequer podem ser considerados alimentos, por não terem finalidade nutricional. É o caso do pó para preparo de suco, da gelatina artificial, refrigerantes e salgadinhos tipo chips. 

O ideal é focar no aumento do consumo de alimentos naturais e avaliar se eles estão sendo consumidos na quantidade suficiente. Já os minimamente processados (enlatados, pão de forma, biscoitos, vegetais congelados, queijos etc.) devem ser combinados com alimentos in natura. 

Dicas para trocar processados por opções mais saudáveis   

  • Fazer as compras em feiras e mercados do tipo hortifruti pelo menos uma vez por semana;
  • Evitar os grandes supermercados sempre que possível e usá-los para comprar mantimentos e produtos de limpeza;
  • Seguir o seguinte lema: desembalar menos e descascar mais;
  • Desenvolver, exercitar e incluir na rotina práticas culinárias. Saber cozinhar é reflexo de cuidado consigo e com os outros;
  • Ler a lista de ingredientes dos produtos processados – quanto maior a quantidade de ingredientes e quanto menos nomes você conseguir reconhecer pior será o produto.

Leia também: O que as pessoas saudáveis comem todos os dias

Sobre o autor

Redação
Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e educadores físicos.