Aborto espontâneo: o que é, causas, sintomas e tratamentos

Gravidez e maternidade Saúde
24 de Março, 2022
Aborto espontâneo: o que é, causas, sintomas e tratamentos

A cada ano, cerca de 23 milhões de gestações em todo o mundo terminam em aborto espontâneo – esse número representa 15% do total. Por ser um acontecimento tão comum e delicado na vida das mulheres, é preciso falar sobre o tema e informar as gestantes.

Aborto espontâneo é a perda involuntária de uma gravidez até a data de 20 semanas de gestação, que pode acontecer por diversas razões. Assim, a perda pode ser classificada em precoce, quando acontece antes de completar 12 semanas de gestação, e tardia, quando ocorre entre 12 e 20 semanas.

De acordo com o Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, ginecologista e obstetra idealizador do Centro Paulista de Parto Natural, as principais causas do aborto espontâneo são:

  •  Anormalidades cromossômicas (corresponde a 50% a 70% dos casos); 
  •  Disfunções hormonais;
  •  Anormalidades anatômicas dos órgãos reprodutores (útero, ovários e trompas);
  •  Infecções virais ou bacterianas;
  •  Uso de drogas.

Sintomas

O especialista afirma que os sintomas mais frequentes e clássicos são dores abdominais em geral, como as cólicas, e sangramento vaginal, que pode ser leve, moderado ou intenso. Assim, a gestante que sentir estes sinais deve procurar ajuda médica.

No caso dos abortos espontâneos precoces, no geral ocorre uma eliminação espontânea do feto e anexos que se encontravam em formação inicial. Mas, em algumas ocasiões, assim como acontece nos abortos tardios, haverá a necessidade de completar o esvaziamento uterino com duas alternativas de procedimentos cirúrgicos, sob anestesia: a curetagem uterina ou a AMIU (aspiração manual intra-uterina).

Tratamentos para aborto espontâneo

De acordo com o obstetra, cada caso precisa ser estudado para que a causa da perda seja identificada e corrigida. Dessa maneira, com ajuda médica, a mulher pode sim voltar a engravidar sem riscos após um aborto espontâneo.  

“Inclusive, a maioria dos abortos espontâneos, principalmente os precoces, decorrem das anormalidades cromossômicas (50 a 70%) e esta alteração não se repetirá obrigatoriamente nas próximas gravidezes”, explica o médico.

Além disso, o ginecologista entende ainda que as gestantes que sofrem aborto espontâneo devem ser acolhidas “com extremo respeito, paciência e carinho”.

Leia também: Sangramento no início da gravidez é normal? Quando se preocupar

Fonte: Dr. Antonio Julio Sales Barbosa, ginecologista e obstetra idealizador do Centro Paulista de Parto Natural

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