Xenical emagrece mesmo? Conheça os benefícios

24 de julho, 2019

O Orlistat (xenical) faz com que o corpo tenha dificuldade de digerir e absorver a gordura do alimento, reduzindo assim, a ingestão de calorias. Por isso, está na moda como um remédio amigo do emagrecimento.

Sua ação é a de inibir a lípase pancreática, uma enzima que quebra os triglicerídeos no intestino. Pois, sem essa enzima, os triglicerídeos da dieta não são absorvidos e são excretados sem serem digeridos. Assim, a quantidade de perda de peso obtida pelo uso do xenical é variável. Em um ano de pesquisas e testes clínicos, entre 35,5% e 54,8% dos indivíduos alcançaram diminuição de 5% ou mais de massa corporal.

Leia também: Sibutramina: Para que serve e efeitos colaterais

Composição

  • Princípio ativo: cada cápsula de Xenical ® contém 120 mg de orlistate em forma de grânulos.
  • Excipientes: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, povidona, laurilsulfato de sódio e talco.

Como fazer o uso de Xenical? Com qual dosagem?

A dose diária recomendada de Xenical ® é de uma cápsula de 120 mg, tomada, por via oral, durante ou até uma hora após cada uma das três refeições principais. Tome a cápsula com um pouco de água. Porém, caso você não faça uma refeição ou sua refeição não contenha gordura, você não precisará tomar Xenical ®.

Xenical ® deverá ser associado a uma alimentação com leve redução de calorias. Ou seja, no máximo 30% dessas calorias devem ser provenientes de gorduras. Você deve distribuir bem sua ingestão diária de gorduras, carboidratos e proteínas entre as três refeições principais.

Estudos mostraram que doses maiores que 120 mg, três vezes ao dia (3 cápsulas ao dia), não demonstraram benefício adicional, portanto, não tome doses maiores que as prescritas pelo seu médico.

Contraindicações e efeitos colaterais do Xenical

Junto com os efeitos desejados, todos os medicamentos podem provocar reações adversas.

A maioria dos eventos adversos relacionados ao uso de Xenical® decorre de sua própria ação no sistema digestivo, que é diminuir a absorção de parte da gordura contida nos alimentos.

Caso você venha a apresentar sintomas relacionados ao sistema digestivo, geralmente, eles serão leves e ocorrerão no início do tratamento, desaparecendo após curto período de tempo.

A intensidade desses efeitos pode aumentar após a ingestão de refeições com alto teor de gorduras, melhorando com a continuidade do tratamento e seguindo-se a alimentação recomendada.

Outros remédios disponíveis para tratar o excesso de peso

Sibutramina: antidepressivo com ação no sistema nervoso central. Como pode trazer riscos cardíacos, seu uso é bem controlado.

Liraglutida: imita a ação do hormônio GLP-1, originalmente fabricado pelo intestino. O objetivo é induzir uma maior saciedade.

Lorcaserina: mexe com o neurotransmissor serotonina e faz com que o indivíduo se sinta satisfeito mesmo comendo menos.

Vale salientar, que TODOS os medicamentos que citamos nesta matéria devem ser utilizados APENAS COM PRESCRIÇÃO MÉDICA, e mesmo assim com bastante cautela. O ideal é sempre ter uma alimentação equilibrada e adequada ao seu objetivo. O uso de medicamentos pode trazer diversos riscos e feitos colaterais.

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