Variante XG: Instituto Butantan identifica nova cepa da Ômicron

18 de maio, 2022

O Instituto Butantan detectou uma nova variante da cepa Ômicron. Segundo o órgão, a variante XG foi identificada em uma mulher de 59 anos residente do bairro da Penha, zona leste da cidade de São Paulo. A XG é a terceira variante recombinante encontrada em um período de dois meses no Brasil. Antes dela, em março e abril, o instituto mapeou as variantes XE e XQ, respectivamente. A primeira foi identificada em um homem de 39 que tomou todas as vacinas; e a XQ infectou um casal que não havia completado o esquema vacinal.

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O que é a variante XG?

Por enquanto, não há informações sobre o estado da paciente portadora da variante, tampouco o histórico de viagem e vacinas. Contudo, o que se sabe é que a variante XG é uma recombinação das linhagens BA.1 e BA.2 da cepa Ômicron. Apesar da falta de dados, os porta-vozes da Rede de Alerta de Variantes do Instituto Butantan, Alex Ranieri e Gabriela Ribeiro, alegam que não há por que se preocupar. “Todas as variantes recombinantes ainda necessitam de mais atenção na questão de disseminação. Há no mundo apenas 205 sequências da XG e isso é pouco em relação à população mundial e ao número de variantes que estão circulando”, explica Gabriela. 

Além disso, a maioria das variantes recombinantes, como a XG, está concentrada em países do continente europeu. Por exemplo, a variante XG já foi registrada na Dinamarca, Alemanha e no Reino Unido.

Como uma variante recombinante se forma?

Com tantas novas variantes descobertas, muitas pessoas têm dúvidas sobre o desenvolvimento das mutações. De acordo com o Instituto Butantan, “quando ocorre uma mistura ou recombinação de material genético de duas ou mais linhagens ou sublinhagens, a cepa resultante é chamada variante recombinante”. Portanto, uma pessoa precisa contrair duas ou mais linhagens simultaneamente para essa recombinação ocorrer. “É algo mais difícil de acontecer, mas que se torna possível diante da alta de variantes da Covid-19”, esclarece o comunicado.

Fonte: Instituto Butantan.

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