Vacina da dengue: Quando tomar, doses e efeitos

7 de janeiro, 2022

Embora nosso foco esteja na pandemia de COVID-19 nos últimos dois anos, vale lembrar que outras doenças continuam acontecendo e prevenir é o caminho. Uma delas é a dengue, que se torna ainda mais comum nos meses de verão pela maior incidência de dias chuvosos. A seguir, confira o que é preciso saber sobre a vacina da dengue. 

Quem pode tomar a vacina da dengue?

A Denguevaxia, desenvolvida pelo Instituto Butantan, só pode ser aplicada em pessoas de 9 a 45 anos de idade e que já tenham sido infectadas pela dengue. Isso porque aqueles que nunca tiveram a doença podem apresentar reações mais fortes, o que faz com que o risco não valha a pena. Assim, para estes, a vacinação só é recomendada em áreas com alto índice de casos. 

E quais são as possíveis reações após a aplicação?

Os efeitos colaterais mais comuns são: dores no local da vacina, mal estar, febre e dor de cabeça. Reação alérgica grave é um efeito colateral raro.

Como a Denguevaxia age no organismo para protegê-lo?

Ela estimula o sistema imunológico para que ele produza anticorpos contra os vírus da dengue. Pois, a Denguevaxia contém vírus, dos subtipos (1, 2, 3 e 4), que foram enfraquecidos. 

É preciso tomar a vacina da dengue mais de uma vez?

A necessidade de um reforço ainda não é sabido. A vacina da dengue hoje é dada em três doses com intervalo de seis meses entre cada aplicação. 

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Você conhece realmente a dengue e está atento à sua gravidade?

  • Ela é causada pelo vírus DENV, que chega ao organismo através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
  • Os sintomas clássicos que indicam a infecção são febre que começa de uma hora para outra, dor muscular, de cabeça e nos olhos. Além disso, náuseas, vômitos, lesões no corpo e na pele também podem aparecer. 
  • Algumas pessoas evoluem para a forma mais grave e apresentam sangramentos pelo corpo, dor abdominal, vômitos persistentes e sonolência.
  • No caso de sentir os sintomas, é preciso procurar com pressa o serviço médico. Pois, os casos graves apresentam risco de vida por conta de sangramentos, inflamação no coração e no cérebro. 
  • Como não há uma medicação específica para o vírus da dengue, o tratamento é feito com medicamentos que aliviam os sintomas e com uma hidratação intensa. Nos casos graves, isso é feito em ambiente hospitalar. 
  • Por fim, é importante saber que é possível se contaminar uma vez com cada um dos sorotipos, que são quatro.

Fonte: Ana Helena Figueiredo, infectologista da plataforma Iron Telemedicina 

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