UFRJ recomenda uso de máscaras em ambientes fechados

Saúde
17 de Agosto, 2023
UFRJ recomenda uso de máscaras em ambientes fechados

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recomenda o uso de máscaras em ambientes fechados e aglomerações, assim como higienização frequente das mãos. A orientação veio logo após o aumento do número de casos de covid-19 na instituição e ao temor de uma nova onda da doença, de acordo com nota técnica da universidade.

Na nota, o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier) informa o registro de cerca de 1,5 milhão de novos casos de covid-19 entre 10 de julho e 6 de agosto. O dado é da Agência Brasil, com base em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia mais: Sintomas da Covid-19: como agir rapidamente

UFRJ recomenda uso de máscaras: orientações

Ainda de acordo com o comunicado, o aumento de casos na comunidade acadêmica é “moderado e progressivo”. Por isso, a instituição também ressaltou a importância da testagem em caso de surgimento de sintomas respiratórios ou contato próximo com caso de covid-19. Além disso, orientou que alunos busquem atendimento no CTD/Needier, que atende diariamente, das 8h às 15h, no Pavilhão Clínico, sem necessidade de agendamento prévio.

Nova subvariante é responsável pelo aumento de casos

A nova subvariante da cepa Ômicron, a EG. 5 ou Eris, tem preocupado cientistas nas últimas semanas. Nos EUA, ela já é dominante, representando 17,5% dos casos no país nas duas últimas semanas. Também há o registro de casos na Grã-Bretanha, Índia e Tailândia.

No entanto, tanto especialistas quanto órgãos de saúde afirmam que não há motivo para alarde. Afinal, os levantamentos apontam que ela dificilmente causará um novo surto da doença e não há indícios de que seus sintomas e efeitos sejam mais graves do que aqueles provocados pelas variantes já existentes

Os sintomas são similares aos de outras subvariantes e podem incluir tosse, febre ou calafrios, falta de ar, fadiga, dores musculares ou corporais, perda de paladar ou olfato e dores de cabeça. Nesse sentido, a vacinação continua sendo a principal forma de evitar a doença, assim como o uso de máscaras e manter a ventilação dos ambientes.

Sobre o autor

Fernanda Lima
Jornalista e Subeditora da Vitat. Especialista em saúde

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