Dormiu mal? Ciência indica qual tipo de treino fazer

Bem-estar Movimento
11 de Janeiro, 2023
Dormiu mal? Ciência indica qual tipo de treino fazer

Treinar depois de dormir pouco (ou mal) representa uma tortura para a maioria das pessoas. Às vezes, a melhor escolha é realmente ficar em casa para dar uma trégua ao organismo. Por outro lado, em alguns dias, é possível ir até a academia e pegar mais leve, mas ainda colocar o corpo em movimento.

Um artigo recente de pesquisadores da Austrália, aliás, indica o melhor tipo de exercício após noites de sono ruins: você pode tirar o máximo de proveito do seu treino fazendo-o no início do dia e concentrando-se em movimentos de força e resistência — em detrimento de atividades mais complexas. O estudo foi publicado na edição de novembro da revista científica Sports Medicine.

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Treinar depois de dormir pouco: como funcionou o estudo

Para chegar à conclusão, os pesquisadores realizaram uma meta-análise: isto é, uma combinação de dados de 77 estudos anteriores. Então, avaliaram os efeitos de uma noite de sono reduzida (menos de seis horas) na força, na resistência e na habilidade atlética no dia seguinte.

Assim, os especialistas descobriram que dormir mal pode impactar negativamente a maioria das características do desempenho: velocidade, potência, resistência e habilidades complexas — acertar uma bola de tênis, por exemplo.

Então, comparou-se a performance de cada praticante em todos esses fatores. E percebeu-se que, após uma noite ruim, as habilidades complexas caem até 23%; enquanto a força e a resistência diminuem cerca de 8%. Ou seja, talvez seja melhor investir no segundo tipo de treino — a musculação é um bom exemplo de atividade que trabalha essas questões.

Além disso, os pesquisadores também perceberam que malhar no início do dia, após acordar, ajuda a minimizar os efeitos negativos da noite ruim: a performance é reduzida em apenas 2% durante o treino matinal e em 5% durante o exercício noturno.

Referência: Effects of Acute Sleep Loss on Physical Performance: A Systematic and Meta-Analytical Review.

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