Transtorno Afetivo Bipolar: recomendações para uma melhor qualidade de vida do paciente

Bem-estar Equilíbrio
10 de Janeiro, 2023
Transtorno Afetivo Bipolar: recomendações para uma melhor qualidade de vida do paciente

O transtorno afetivo bipolar é uma doença crônica que, se não tratada, pode interferir na qualidade de vida de quem tem a condição. As oscilações de humor características da bipolaridade podem impedir, por exemplo, que a pessoa trabalhe, cuide da casa, tenha momentos de lazer e abra mão da própria saúde. A boa notícia é que existe tratamento e para a condição, permitindo assim conviver normalmente com a doença. Veja algumas recomendações.

Leia mais: Borderline: O que é, quais são os sintomas e tratamentos

O que é o transtorno afetivo bipolar?

O TB, antes conhecido como psicose maníaco-depressiva, caracteriza-se pela alteração de humor de uma pessoa, que oscila entre episódios de forte depressão e de euforia, também chamada de mania.

A Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) estima que 1,8 milhões de brasileiros sejam portadores de TB, que se apresentam de diferentes formas. As causas ainda são desconhecidas, mas sabe-se que a doença é genética e pode aparecer em crianças e adolescentes.

Impactos negativos na qualidade de vida

Na maioria das vezes, a doença causa um impacto negativo no funcionamento psicossocial (envolvendo aspectos sociais e psicológicos), familiar, profissional e na saúde física dos portadores, acarretando prejuízos na qualidade de vida, como:

  • Problemas nos relacionamentos emocionais e interpessoais, como separações;
  • Problemas de saúde (associação com doenças clínicas e outros transtornos mentais, como abuso de álcool e drogas);
  • Problemas no trabalho (queda de produtividade, faltas, perdas salariais, perda de emprego);
  •  Acidentes com veículos automotores;
  •  Disfunções cognitivas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, um paciente que começa a apresentar sintomas de TB aos 25 anos pode perder até: 

  • 9 anos de expectativa de de vida devido à associação com outras doenças (principalmente doenças cardiovasculares);
  •  14 anos de produtividade;
  •  12 anos de um bom estado de saúde geral.

Convivendo com TB: recomendações

De acordo com a Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos), quem tem o diagnóstico de transtorno bipolar deve-se manter informado a respeito da doença com médicos e outras fontes de informação. Além disso, compartilhar o problema com outros membros da família também pode ser uma saída.

Confira outras recomendações:

  • Mantenha os medicamentos na dose certa e no horário prescrito. Interromper o tratamento é a principal causa de recaída.
  • Para muitos pacientes, dormir é um refúgio, já que não há sofrimento nesse momento. No entanto, essa não é a melhor solução. O ideal é fazer o tratamento médico adequado, bem como apoio psicossocial (participação em grupos de ajuda mútua) para superar os obstáculos.
  • Observar, reconhecer, identificar e monitorar cada flutuação de humor. Uma dica é fazer um quadro de humor e anotar, durante todo o dia, as oscilações para seu controle e de seu médico.
  • A adesão ao tratamento é indispensável, ou seja, seguir as orientações médicas, comparecer regularmente às consultas, não parar de tomar o medicamento e não fazer mudanças por conta própria (sem autorização médica);
  • Fazer tratamento psicoterápico regularmente – individual, de casal ou familiar, de acordo com o caso. 
  • Conhecimento da doença e grupos de apoio: conhecer o que é o TB, informar-se e participar de atividades 
  • Apoio social e familiar: comunicar-se espontaneamente com familiares e amigos e solicitar e aceitar ajuda.
  • Estresse: diminuir fatores de risco e mudar hábitos para evitar o desencadeamento de novos episódios, além de criar estratégias de autoproteção.

Tratamento do transtorno afetivo bipolar é fundamental

Quando não ocorre a adesão ao tratamento de forma eficaz há a tendência a ter um maior número de episódios depressivos e maníacos/hipomaníacos e mais intensos. 

O não tratamento também pode causar internações ou reinternações frequentes, causando desgastes no relacionamento interpessoal e familiar. Mesmo com o transtorno, é possível fazer as coisas que aprecia e que são de importante ajuda para uma boa qualidade de vida e produtividade. Mas, como obter isso? Seguindo o tratamento corretamente e cotidianamente, conforme orientado pelo médico. 

Além disso, manter o apoio da psicoterapia também é fundamental, assim como o apoio de uma rede de relacionamento interpessoal ampliada, como familiares, amigos e grupos de apoio. 

Referências: ABRATA.

 

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