Translucência nucal: para que serve?

Gravidez e maternidade Saúde
26 de Setembro, 2022
Translucência nucal: para que serve?

O período de pré-natal é intenso para toda mulher que está esperando um bebê. Isso porque, nesta fase, ocorrem diversas mudanças – principalmente com o corpo feminino. E entre os diversos exames feitos durante a gestação, um dos mais importantes é a translucência nucal, que observa o acúmulo de líquidos ou fluidos na nuca fetal. 

Apesar da descrição complexa, esse exame é feito de forma bastante simples. “A medição da translucência nucal é feita pela ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre, realizada entre 11 e 13 semanas e 6 dias de gestação, a fim de verificar se há risco de doenças cromossômicas, ou seja, doenças genéticas que são comumente associadas com o aumento desse valor”, explica o Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra. 

Por isso, ter o acompanhamento médico é essencial quando se fala no exame de translucência nucal. Afinal, qualquer alteração nos resultados precisa ser investigada de forma a garantir diagnósticos precoces e minimizar as complicações para a vida do feto. 

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Como é feito o exame de translucência nucal? 

“É feita uma medida de ultrassonografia obstétrica, é medida a nuca do bebê, e quando o valor é maior que 2,5 mm há um risco maior de doenças genéticas”, explica o médico. Importante lembrar que esse exame não é um exame que determina um diagnóstico, mas que indica alterações que precisam ser melhor investigadas. 

Para a definição de um quadro de síndrome de Down, por exemplo, ou de malformação fetal é essencial que sejam feitos outros exames, como a amniocentese, para confirmar o diagnóstico.  

Quais os possíveis diagnósticos? 

Geralmente, o exame de translucência nucal é feito para identificar os riscos de doenças genéticas cromossômicas como a síndrome de Down, a síndrome de Edwards e a síndrome de Patau, por exemplo. Ou seja, doenças que estão diretamente relacionadas com a alteração na composição dos cromossomos do feto. 

Fonte: Dr. Renato de Oliveira, ginecologista e obstetra. 

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