Dermatologista explica por que você não deve tirar a cutícula

28 de março, 2022

Tirar a cutícula se tornou uma etapa indispensável para muitas pessoas na hora de fazer as unhas. Esta atitude, contudo, nunca foi vista com bons olhos pelos profissionais de saúde.

De acordo com a dermatologista Fabiana Seidl, do Rio de Janeiro, a cutilagem – nome dado ao processo de retirada da cutícula – é contraindicada porque esta pele têm a função de proteger a região ao redor da unha.

“Elas formam um escudo de proteção contra a entrada de fungos e bactérias na dobra ungueal”, explica a médica.

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Além disso, o uso do alicate costuma gerar alguns pequenos traumas que podem facilitar o surgimento de infecções.

Outro risco apontado pela profissional é o de desencadear processos inflamatórios no local, levando ao aparecimento de granuloma piogênico, ou seja, a carne esponjosa.

O que fazer para não tirar a cutícula

A dica de Fabiana para quem não gosta ou não tem o costume de manter as cutículas é empurrá-las delicadamente.

Você pode fazer isso com a ajuda de uma espátula, após fazer uma boa hidratação da pele ao redor das unhas.

“Se tiver alguma parte incomodando um pouco mais, retire apenas essa com alicate, de forma superficial e sem aprofundar. Já caso aconteça algum corte, o ideal é lavar bem e utilizar um spray antisséptico para limpar”, ela indica.

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Como cuidar das cutículas

A hidratação é o primeiro passo para manter o cuidado com as cutículas e as unhas em dia, de acordo com a dermatologista.

“Quando lavamos muito as mãos, as cutículas acabam ficando ressecadas e mais evidentes, além de a unha ficar frágil, quebrando com mais facilidade. Por isso, aconselho hidratar as mãos após cada lavagem e, ao longo do dia, aplicar ceras, óleos ou pomadas hidratantes unha por unha, fazendo uma leve massagem”, indica.

Outro ponto a ser ressaltado é a necessidade de dar intervalos entre uma esmaltação e outra, para deixar as unhas respirarem e se recuperarem.

“O uso de esmalte sem pausa pode predispor à infecção por fungos. Além disso, ainda pode gerar enfraquecimento e ressecamento das unhas”, aponta Fabiana.

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Com isso, a orientação é ficar cerca de dois dias sem esmalte nas unhas para conseguir hidratar corretamente a placa ungueal – ou seja, a parte dura da unha formada pela proteína queratina.

“Não vejo problema em pintar as unhas toda semana, desde que fique cerca de dois dias sem esmalte para conseguir hidratar corretamente a placa ungueal. A aparência, função e crescimento das unhas dependem da integridade da unidade ungueal”, ressalta.

Por fim, a profissional incida visitar o dermatologista ao notar qualquer alteração das unhas ou cutículas.

“Nem sempre isso significará que há algo de errado. Existem alterações que são fisiológicas ou dependentes de fatores ambientes e um médico especialista saberá orientar corretamente o paciente”, ela finaliza.

Fonte: Fabiana Seidl, dermatologista, do Rio de Janeiro.

Sobre o autor

Ana Paula Ferreira
Ana Paula Ferreira
Jornalista e repórter da Vitat. Especialista em beleza e bem-estar.