TikTok prejudica funções do cérebro, segundo neurocientista

Bem-estar Equilíbrio
20 de Janeiro, 2023
TikTok prejudica funções do cérebro, segundo neurocientista

Aos poucos o TikTok se tornou uma das redes sociais de maior sucesso, em especial pelos jovens. Assim, fez com que o conceito de vídeos curtos fosse apropriado por diversas outras plataformas como Instagram, Youtube, etc. No entanto, segundo um neurocientista, esse sistema é extremamente prejudicial ao cérebro. Pode, então, interferir negativamente e de modo permanente em funções importantes, como foco e concentração. Entenda porque o TikTok prejudica o cérebro.

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Afinal, o TikTok prejudica o cérebro?

De acordo com um estudo do neurocientista, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, aprovada pela revista científica Brazilian Journal of Development, as redes sociais geram vício de recompensas no cérebro. Como consequência, causa desequilíbrios hormonais que reduzem a capacidade de concentração e podem desencadear ansiedade e depressão.

Segundo ele, o uso excessivo de redes sociais pautadas pela velocidade moldam a química cerebral. Dessa forma, causam um vício na dopamina gerada por essas ‘pílulas de prazer’, resultando em fadiga mental.

Essa fadiga mental impede que nosso cérebro consiga concluir tarefas, como ler um livro, estudar, limpar a casa, cozinhar, etc., sempre substituindo-as por outras atividades antes da sua conclusão total. Isso porque o cérebro está acostumado a substituir estímulos por outros mais fortes em apenas um deslizar de dedos, o que afeta a realidade, reduzindo as capacidades do cérebro.

Doses de dopamina

A dopamina é um importante neurotransmissor do cérebro, ligado a sensações de prazer. Ao ser liberada no cérebro, ativa um sistema de recompensa por atividades prazerosas que são estimuladas e banalizadas pelo uso das redes sociais. Assim, faz com que o cérebro se “vicie” em dopamina, precisando cada vez de doses mais altas e interrompendo tarefas pela metade assim que as doses são reduzidas.

Esse processo prejudica a atenção, foco, concentração, memória, aprendizado e diversas outras funções do cérebro, criando e reforçando um ciclo vicioso de uso das redes sociais.

Fonte: Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, neurocientista.

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