Síndrome do Piriforme: o que é, sintomas e tratamento

23 de março, 2022

A síndrome do piriforme recebe esse nome justamente porque acomete o músculo piriforme localizado na região do glúteo, e é identificada por uma dor intensa na região dos glúteos e do quadril.

Geralmente, o problema surge quando ocorre um espasmo ou uma contratura na região, podendo ou não comprimir o nervo ciático, que passa bem próximo ao músculo piriforme. Quando ocorre a irritação do nervo, provoca dor na região glútea, e pode acabar irradiando para a parte posterior da coxa, causando formigamento e dormência.

Sintomas da síndrome do Piriforme

Para identificar a síndrome do piriforme, é necessário estar atento aos sinais. De acordo com Raquel Silvério, fisioterapeuta, os sintomas estão relacionados com a compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme e podem ser percebidos principalmente na região lombar, glúteos e coxa. Portanto, veja os principais:

  • Dor em forma de pontada ou dor ao toque na região glútea;
  • Sensação de queimação ou de formigamento no glúteo ou atrás da coxa;
  • Piora da dor ao sentar ou e cruzar a perna;
  • A primeira crise pode surgir na gravidez, devido ao aumento do peso e tamanho da barriga;
  • Andar mancando;
  • Fraqueza da perna;
  • Sensação de dormência na nádega ou na perna.

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Diagnóstico e tratamento

“O diagnóstico é feito através da avaliação clínica, e com alguns testes específicos, que tem como objetivo excluir qualquer problema lombar, para o diagnóstico final. Falo isso porque infelizmente vejo pessoas sendo diagnosticadas com a síndrome do piriforme quando na verdade, essa dor está vindo da região da coluna lombar, onde passa a raiz do nervo ciático, causando sintomas parecidos. Portanto, uma avaliação detalhada é de extrema importância”, explica Raquel Silvério, fisioterapeuta e diretora do Instituto Trata de Guarulhos.

Desse modo, quando a pessoa que tem essa síndrome e apresenta irritação do nervo ciático, é comum o surgimento de intensa dor na nádega, dormência e sensação de queimação no membro inferior. 

Para confirmar o diagnóstico, normalmente o fisioterapeuta realiza alguns testes. Assim, é possível também descartar outras situações e verificar a gravidade, podendo então ser indicado o tratamento mais adequado.

“A síndrome pode ser evitada através da realização regular de exercícios físicos, de fortalecimento, inclusive de musculatura profunda. Mas quando a patologia já se instalou, o tratamento conservador acaba sendo muito eficaz. Entre eles: fisioterapia para sair da crise aguda e exercícios para reequilibrar a força da musculatura da região do quadril“, comenta a fisioterapeuta.

Fonte: Raquel Silvério, fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, Unidade de Guarulhos.

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