Síndrome de Wolff-Parkinson-White: o que é, sintomas e como tratar

Saúde
23 de Novembro, 2022
Síndrome de Wolff-Parkinson-White: o que é, sintomas e como tratar

O nome é complicado: Síndrome de Wolff-Parkinson-White, ou apenas WPW. A explicação, no entanto, é simples: trata-se de uma condição congênita – ou seja, de nascença, causada por uma má-formação do coração no embrião. Dessa forma, o portador possui um feixe de condução elétrica a mais no coração. A seguir, o cardiologista Ausonius Sawczuk, do Hospital Albert Sabin, explica mais sobre a síndrome.

Leia mais: Doenças congênitas: o que são e quais as principais

O que são feixes de condução?

Primeiramente, vale explicar o que são os feixes de condução. Tratam-se de estruturas do coração que fazem parte do sistema de condução elétrica do órgão. Dessa forma, a função desse sistema é gerar e transmitir impulsos elétricos responsáveis pelas contrações cardíacas. Ou seja, auxiliar nas batidas e controlar o ritmo do coração.

“Na Síndrome de Wolff-Parkinson-White, existe uma conexão elétrica a mais entre o átrio e o ventrículo (cavidades do coração)”, explica o médico.

Fazendo uma comparação bem simplificada, imagine uma lâmpada conectada a uma tomada na parede por um fio elétrico. Na síndrome, é como se houvessem dois fios, e isso pode ocasionar um curto-circuito, ou a luz pode funcionar de maneira errada. 

Sintomas, diagnóstico e tratamento da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

O sintoma mais comum é a chamada taquicardia paroxística supraventricular, que pode se manifestar por meio de palpitações, suores, falta de ar, dor no peito e sensação de desmaio. 

Porém, tanto esse tipo de taquicardia quanto a síndrome só podem ser diagnosticadas por meio de exames, ao se investigar as causas da taquicardia – geralmente, um eletrocardiograma. Podem ser necessários outros exames, como o holter (um eletrocardiograma que mede o funcionamento do coração por pelo menos 24 horas), ou um ecocardiograma (ultrassonografia do coração).

Uma vez dado o diagnóstico, o tratamento, na maioria das vezes, é a retirada do feixe a mais por meio de uma ablação, isto é,a  aplicação de energia em uma frequência específica ou de frio por um cateter inserido no coração. 

Afinal, a WPW tem cura?

A síndrome é, sim, curável na maioria dos portadores. Além da ablação, também podem ser prescritos medicamentos que controlam a arritmia. Em alguns casos, o uso dos medicamentos pode precisar ser feito mesmo depois da ablação, para ajuste cardíaco.

Fonte: Dr. Ausonius Sawczuk, cardiologista do Hospital Albert Sabin, em São Paulo.

Sobre o autor

Redação
Todos os textos assinados pela nossa equipe editorial, nutricional e de profissionais de Educação Física.

Leia também:

Saúde

O que fazer quando os sintomas respiratórios aparecem?

Espirros, coriza, febre, tosse e dor no corpo são sintomas comuns durante infecções causadas por alguns tipos de vírus, como o da gripe (influenza A e

Saúde Sem categoria

Pressão alta e gripe: quem tem a condição sofre mais?

Para muita gente, a gripe parece apenas alguns dias de febre, tosse e mal-estar. Mas, para quem convive com hipertensão, a infecção pode ter um impacto

Saúde Sem categoria

Vacinei e peguei gripe: isso é possível? Descubra

Você tomou a vacina da gripe, começou a sentir uma indisposição nos dias depois e pensou: “será que foi ela que me deixou doente?”.  Essa dúvida