Ser feliz depende de quê? Estudo parece ter encontrado resposta

Bem-estar Equilíbrio
22 de Fevereiro, 2023
Ser feliz depende de quê? Estudo parece ter encontrado resposta

Harvard mostrou que Tom Jobim não estava tão equivocado ao dizer que “é impossível ser feliz sozinho”. O estudo que já dura mais de 80 anos (um dos mais longos sobre como ser feliz) descobriu que ter relacionamentos saudáveis e equilibrados é o maior segredo para alcançar a sensação.

E aqui eles não se referem exclusivamente às relações românticas. Na verdade, o que influencia é a aptidão social. Ou seja, as boas amizades têm um papel crucial nesse sentido.

Quem tem um amigo tem tudo

Os pesquisadores da Universidade analisaram dados de saúde de 724 homens adultos (e de seus filhos) de diferentes lugares do mundo por mais de oito décadas. Além disso, a cada dois anos, os voluntários responderam perguntas sobre suas vidas. 

O estudo ainda não foi finalizado, mas até agora, os pesquisadores entenderam que antes mesmo de dinheiro, sucesso e carreira, os vínculos próximos são os maiores responsáveis pela felicidade. 

Parafraseando Emicida, quem tem um amigo tem tudo (ou pelo menos uma chance maior de ser feliz). 

Como ser feliz?

Para o psicólogo israelense Tal Ben-Shahar: “Felicidade é a combinação de cinco elementos: bem-estar físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual”. E a ciência já mostrou que uma boa companhia pode influenciar na maioria deles.

Bem-estar físico

Atividade física, alimentação saudável e sono regular podem ser os primeiros fatores que vêm à mente ao pensar em bem-estar físico. E eles se mostram, de fato, essenciais para a saúde – mas as amizades também.

Uma pesquisa da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostrou que as relações sociais durante a adolescência podem prevenir a obesidade abdominal. Por outro lado, o isolamento aumenta as chances de inflamação e sedentarismo.

Na terceira idade, as companhias se provaram igualmente essenciais para a saúde física – uma vez que a solidão pode aumentar os riscos de desenvolvimento (ou piora) da hipertensão.

“Com base nestes resultados, incentivar adolescentes e jovens a construírem amplos relacionamentos e habilidades de interação social deve ser tão importante quanto ter uma alimentação saudável e ser fisicamente ativo”, declarou Yang Claire Yang, uma das autoras do estudo.

Vínculos fortes também colaboram para a longevidade e a saúde cerebral ao longo dos anos. Uma pesquisa da Brigham Young University, nos Estados Unidos, por exemplo, revelou quais características os participantes que viveram por mais tempo tinham em comum.

Ao lado de vacina, prática de exercício físico e saúde cardíaca, estava, nada mais, nada menos do que Integração social. Vale citar, ainda, que o cultivo de relacionamentos próximos (com pelo menos 3 pessoas) também fazia parte da lista.

Bem-estar emocional

Estar ao lado de pessoas com as quais você realmente se sente à vontade aumenta os níveis de ocitocina, hormônio associado à felicidade e comumente referido como “o do amor”.

Além disso, os níveis de cortisol (hormônio ligado ao estresse) e adrenalina diminuem por conta dessa troca de afeto – e isso ainda ajuda a evitar que o sistema imunológico enfraqueça.

Ser feliz com bem-estar intelectual

A convivência social também ajuda a manter a saúde cerebral, diminuindo as chances de desenvolvimento de demência ou perdas cognitivas. Assim, a socialização se mostra um ótimo exercício para a mente.

Além disso, a “Times” montou uma lista com dez atitudes que ajudam as pessoas a serem mais produtivas e inteligentes, e uma delas é a de se cercar de pessoas inteligentes – quem sabe até mais inteligentes do que você. 

Claro que aqui é importante lembrar que existem vários tipos de inteligência. O segredo é trocar experiências, estar disposto a ouvir e absorver conhecimentos das pessoas ao seu redor.

Relacional e espiritual

Bons amigos são a personificação do bem-estar relacional. 

O bem-estar espiritual, entretanto, é um assunto não tão palpável, já que é uma percepção muito individual e não tão definida quanto os outros aspectos. Mas aqueles que mostram seguir rumo a um despertar espiritual costumam valorizar relações que os aproximam de uma rotina leve, saudável e feliz.

Leia também: Como estimular os hormônios da felicidade?

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