Salmonella: Dicas para evitar a bactéria do verão

25 de novembro, 2021

Assim como “pólio”, “salmonella” é um termo conhecido quando se fala em saúde. A bactéria faz parte da família das enterobactérias, ou seja, bactérias intestinais, que causam uma intoxicação alimentar e, em casos raros, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte. 

De acordo com Arlei Alves, enfermeiro, porta-voz e cofundador do SafePill, essa bactéria está dispersa no meio ambiente e pode ser ingerida por meio de alimentos contaminados com fezes de animais. Como galinhas, porcos, répteis, anfíbios, vacas e até animais domésticos. “Isso acontece, por exemplo, ao se comer carnes e ovos crus ou mal passados, quando não se lava as mãos antes de cozinhar ou manipular alimentos e até na ingestão de leite, temperos frescos, molhos de saladas e sobremesas preparadas com ovos não pasteurizados”, explica. “Também pode ser transmitida pelo contato com a água contaminada e até por partículas no ar”. 

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Quais as doenças causadas pela salmonella? 

Ao contrário do poliovírus, causador da poliomielite, a salmonella pode causar dois tipos de doença, dependendo do sorotipo: salmonelose não tifoide e febre tifoide. 

“Os sintomas da salmonelose não tifoide podem ser bastante desagradáveis. Mas a doença geralmente é autolimitada entre pessoas saudáveis (embora possa levar à morte em alguns casos) e é mais rara, com menos de 150 mil casos por ano”, explica Arlei. “A febre tifoide é mais grave, tem uma taxa de mortalidade maior que a salmonelose não tifoide e é mais comum, com mais de 150 mil casos por ano.”

De acordo com o enfermeiro, as infecções mais graves acontecem em pessoas idosas e crianças, devido à fragilidade do sistema imunológico. Assim, as pessoas com esse sistema comprometido, como transplantadas ou portadores de Aids/HIV, também podem apresentar quadros mais graves de infecção por salmonella. 

No geral, os sintomas desencadeados pela bactéria incluem febre, diarreia, calafrios, dor abdominal ou nos músculos, fadiga, perda de apetite e dores de cabeça. “E, além disso, na febre tifoide: hemorragia interna, irritação com pequenos pontos avermelhados, irritação na pele e perda de peso”, diz. 

Apesar da possível seriedade dos casos, em geral, a infecção causada pela salmonella não exige internação ou outras intervenções médicas. “Nestes casos, o tratamento é feito em casa, por meio de repouso, ingestão de bastante água para manter hidratação e controlar os sintomas. Em casos graves, a reposição eletrolítica (para fornecer eletrólitos perdidos pelo vômito e diarreia) e reidratação são indicados”, explica Arlei. 

O tratamento com antibióticos não é recomendado para casos leves ou moderados em indivíduos saudáveis, porém, pode ser utilizado em grupos de risco, como bebês, idosos e pacientes imunocomprometidos. Vale lembrar ainda que existe vacina para febre tifoide, indicada apenas em áreas endêmicas, ou seja, onde a doença é mais comum.

Afinal, como evitar essa bactéria no verão? 

Quando a temperatura sobre, as viagens de fim de ano e de verão acontecem e comer em fora de casa se torna mais comum, é fácil bactérias como a salmonella se disseminarem mais. Por isso, fique atento às dicas a seguir para evitá-la: 

  1. Lave as mãos antes, durante e depois de manipular alimentos;
  2. Lembre-se de higienizar os vegetais antes de consumi-los, deixando-os na água com hipoclorito de sódio;
  3. Ovos e carnes devem sempre ser bem cozidos ou assados;
  4. Se for beber leite, opte pela versão pasteurizada;
  5. Guarde os ovos na geladeira. 

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